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Embaúba-vermelha [1]

Enviado por Sergio Sigrist em ter, 12/07/2016 - 9:29am
Nome científico: 
Cecropia glaziovii Snethl.
Família: 
Urticaceae
Sinonímia popular: 
Umbaúba, cecropia, embaúba, embaúva, imbaúba, imbaíva.
Sinonímia científica: 
Cecropia macranthera Warb. ex Snethl.
Partes usadas: 
Casca, raiz, folha, broto, flor.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Taninos, flavonoides, fenóis, antraquinonas, cumarinas, catequinas, procianidinas, proteínas, açúcares redutores, depsídeos/depsidonas e triterpenos
Propriedade terapêutica: 
Diurética, tônica, anti-hemorrágica, adstringente, emenagoga, antidisentérica, antiasmática, antitussígena, vermífuga.
Indicação terapêutica: 
Amenorreia, dismenorreia, coqueluche, afecções (respiratória, cardiopulmonar, cardiorrenal), taquicardia, bronquite, anuria, tuberculose, hemoptise, curativo de feridas, dispneia.
tags: 
Amenorreia [2]
Dor menstrual - cólica - dismenorreia [3]
Tosse - coqueluche [4]
Afecção pulmonar [5]
Afecção da via respiratória [6]
Arritmia cardíaca [7]
Bronquite [8]
Tuberculose - escrofulose [9]
Hemoptise [10]
Ferida [11]

Origem, distribuição
América do Sul, Sul e Nordeste do Brasil. Distribui-se da Bahia ao Rio Grande do Sul em ecossistema de floresta ombrófila densa.

Descrição [2,3]
Espécie arbórea, perenifólia, dióica, pioneira, atinge até 15 m altura com diâmetro de até 25 cm. Apresenta raízes adventícias.

O tronco é ereto, oco, cilíndrico e fistuloso. Tipo de folha digitada, margem do limbo inteira, filotaxia alterna. As folhas novas têm coloração avermelhada.

Flores unissexuais, estaminadas. Os frutos variam de elipsoides a ovais. Floresce na primavera e frutifica no verão.

É polinizada pelo vento e abelhas. A dispersão de sementes é feita por grande número de animais.

O nome "embaúba" origina-se do termo tupi "ãba'ib" cujo significado é "árvore oca".

Uso popular e medicinal

Em um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina sobre autoecologia de C. glaziovii, a autora aponta suas propriedades como diurética, tônica, anti-hemorrágica, adstringente, emenagoga, antidisentérica, antiasmática, antitussígena, antigonorreica, vermífuga, antileucorreica, sendo indicada contra amenorreia, dismenorreia, coqueluche, afecções respiratórias, cardiopulmonar, cardiorrenal, taquicardia, bronquite, anuria (falta de urina na bexiga ou a incapacidade de evacuação da urina), tuberculose, hemoptise (expectoração de sangue pela tosse), curativo de feridas e dispneia.

Ela ressalta que no tratamento fitoterápico são usados casca, raízes, folhas, brotos e flores; e que as propriedades hipotensoras de extratos das folhas de C. glaziovii foram aprovadas pela antiga CEME (Central de Medicamentos) [2].

Outro estudo realizado na Universidade Federal do Espírito Santo sobre os potenciais efeitos tóxico, citotóxico, clastogênico e aneugênico do extrato bruto hidroalcoólico de folhas de C. glaziovii aponta a presença de taninos, flavonoides, fenóis, antraquinonas, cumarinas, catequinas, proteínas, açúcares redutores, depsídeos/depsidonas e triterpenos.

Estudos farmacológicos de outros pesquisadores no Brasil indicam que o extrato aquoso apresentou efeito broncodilatador, anti-hipertensivo e antidepressivo provavelmente atribuídos aos compostos majoritários catequinas, procianidinas e flavonoides presentes no extrato. Estes dois últimos compostos também são os responsáveis por comprovar a ação anti-hipertensiva desse vegetal em estudo desenvolvido com animais e humanos [1].

Outros usos [2]
Muito leve, a madeira serve para artefatos, utilidades domésticas, flutuadores, jangadas, salto de calçados, brinquedos, lápis, palito de fósforo, aeromodelismo, forros, pólvora e pasta celulósica. Devido a aspereza, as folhas são empregadas no polimento de madeira e a casca, dotada de fibras muito resistentes, na confecção de cordas rústicas.

 Referências

  1. Revista Brasileira de Farmacognosia (2009): Avaliação do efeito mutagênico do extrato hidroalcoólico bruto por meio de bioensaios in vivo e prospecção fitoquímica de C. glaziovii [12] - Acesso em 10 de julho de 2016
  2. Universidade Federal de Santa Catarina (2004): Aspectos da autoecologia de C. glaziovii, fundamentos para o manejo e conservação de populações naturais da espécie [13] - Acesso em 10 de julho de 2016
  3. Laboratório de Manejo Florestal: Cecropia glaziovii [14] - Acesso em 10 de julho de 2016
  4. Imagem: Flora Digital [15] (Autora: Juliana Gonçalves) - Acesso em 10 de julho de 2016
  5. The Plant List: Cecropia glaziovii [16] - Acesso em 10 de julho de 2016

GOOGLE IMAGES de Cecropia glaziovii [17] - Acesso em 10 de julho de 2016

 

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