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Araribá [1]

Enviado por Sergio Sigrist em qui, 23/10/2025 - 10:37am
Nome científico: 
Centrolobium tomentosum Guill. ex Benth.
Família: 
Fabaceae
Sinonímia popular: 
Araribá-rosa, aribá, araruva, ararauba, carijó, iriribá-rosa, putumuju, tipiri.
Partes usadas: 
Casca, folha.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Tanino
Propriedade terapêutica: 
Adstringente
Indicação terapêutica: 
Feridas, contusões.
tags: 
Contusão [2]
Ferida [3]

Origem, distribuição

O araribá é uma espécie florestal tipicamente brasileira. Ocorre naturalmente na Caatinga, Cerrado, predominantemente na Mata Atlântica. Ocorre também em algumas áreas do Estado de São Paulo.

A espécie é mencionada em estudos de sistemas agroflorestais na Bolívia.

Nomes em outros idiomas

  • Inglês: porcupine tree
  • Espanhol (Bolívia): tejeyeque

Descrição

Trata-se de uma árvore de grande porte, podendo atingir de 30 a 35 metros de altura, semi-decídua a decídua, apresentando queda total das folhas no inverno. É uma espécie heliófita (exigente em luz), classificada como secundária inicial a secundária tardia.

Possui tronco cilíndrico e reto, com sapopema basal. A copa é ampla, larga e densifoliada. 

As folhas são compostas, imparipinadas e alternas. As flores são hermafroditas, com cálice castanho-escuro-tomentoso e corola amarelo-alaranjada.

Etimologia. O nome tomentosum refere-se ao fato de possuir indumento tomentoso (pelos longos, densos e entrelaçados). O nome Centrolobium origina-se do grego ketron (esporão) e lobium (lóbulo), em alusão ao apêndice espinhoso presente na base da sâmara (fruto).

Uso popular e medicinal

Araribá é empregado na medicina popular brasileira para o tratamento de feridas e contusões, principalmente devido à alta concentração de taninos.

Cascas: agem como forte adstringente.

Folhas novas: quando pisadas ou maceradas, servem como emplastro na cobertura de feridas e contusões.

Ensaios de toxicidade com extratos etanólicos de araribá foram realizados utilizando o bioensaio com o microcrustáceo Artemia salina.

O extrato etanólico da casca de C. tomentosum apresentou moderada toxicidade, com CL50 = 416 µg.ml⁻¹.

Os extratos das folhas e do lenho apresentaram baixa toxicidade, com CL50 = 537 µg.ml⁻¹ e 826 µg.ml⁻¹, respectivamente.

Essa moderada toxicidade do extrato da casca tem potencial para exploração em pesquisas futuras onde o efeito citotóxico seja necessário, como em estudos sobre o tratamento de neoplasias (câncer). A baixa toxicidade dos extratos de lenho e folhas pode ser útil em pesquisas com substâncias adstringentes e tanantes, após purificação.

Outros usos

Possui grande valor silvicultural devido à qualidade da sua madeira, utilizada na construção civil e naval. Aplicações incluem marcenaria de luxo, carpintaria, peças torneadas, móveis finos, obras externas e hidráulicas, postes, mourões, esteios, vigamentos para pontes, cercas, cabos de ferramentas e hélice de pequenos aviões.

O alto teor de substâncias tanantes permite sua utilização na indústria de couros.

A espécie pode ser útil na formação de adubo verde para a agricultura, devido à simbiose com bactérias nitrificantes.

Possui enorme potencial na restauração funcional e estrutural de ambientes ripários (matas ciliares).

As sementes são apreciadas pelo homem do campo, que compara o gosto ao do amendoim.

As cascas e raízes são tintoriais (usadas para tingimento). Da casca é extraído um corante cor-de-rosa ou carmim.

É utilizada no paisagismo e arborização de ruas largas, praças, parques e jardins. Recomendada para sombreamento de pastos e culturas, como o cacaueiro. Considerada uma das árvores mais altas e elegantes do arboreto do Jardim Botânico da UFSM.

 Referências

  1. Corredor Caipira (2021). Já viu um araribá-rosa? Conheça esta árvore da Mata Atlântica [4] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  2. Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria (2018). Araribá no Jardim Botânico [5] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  3. Revista Ambiente e Água (2013). Avaliação da toxicidade dos extratos do araribá com utilização do bioensaio com Artemia salina [6] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  4. EMBRAPA Florestas (2003). Espécies arbóreas brasileiras [7] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  5. Revista do Instituto Florestal (Anais do II Congresso Nacional sobre Essencias Nativas, 1992). Revisão bibliográfica de essência nativa de grande potencial silvicultural [8] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  6. Programa Arboretum de Conservação e Restauração da Diversidade Florestal. Centrolobium tomentosum [9] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  7. WFO Plant List. Centrolobium tomentosum [10] - Acesso em 20 de outubro de 2025
  8. Image (no changs were made): mauroguanandi [11], CC BY 2.0 [12], via Wikimedia Commons

GOOGLE IMAGES de Centrolobium tomentosum [13]


 

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