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Garra-do-diabo [1]

Enviado por Sergio Sigrist em qui, 21/11/2013 - 1:53pm
Nome científico: 
Harpagophytum procumbens (Burch.) D.C. ex Meisn.
Família: 
Pedaliaceae
Sinonímia científica: 
Harpagophytum procumbens var. sublobatum (Engl.) Stapf
Partes usadas: 
Tubérculos, raízes secundárias.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Glicosídeos iridoides (harpagosídeo, harpagide e procumbide), açúcares, triterpenoides, fitosteróis, ácidos aromáticos e flavonoides.
Propriedade terapêutica: 
Analgésica, sedativa, diurética, aperiente.
Indicação terapêutica: 
Osteoartrite, reumatismo, dor lombar, condução do trabalho de parto (eliminação da placenta retida).
tags: 
Dor nas costas - lombalgia - lumbago [2]
Reumatismo - artrite - artrose - dor articular [3]

Origem, distribuição
Regiões desérticas do sul e sudeste da África, encontrada na Namíbia (no deserto de Kalahari), África do Sul, Botswana, Angola, Zâmbia, Zimbabwe. 

Nome em outros idiomas

  • Inglês: devil’s claw
  • Alemão:  teufelskralle, trampelklette
  • Francês: griffe du diable

Descrição
Erva prostrada corn tubérculos perenes. Tubérculos secundários de reserva se desenvolvem a partir do primeiro. Caules anuais apresentam folhas opostas, irregulares, corn 3 a 5 lobos, de coloração acinzentada devido a presença de células mucilaginosas. 

Uso popular e medicinal
Os nativos africanos a empregam para tratamento de doenças reumáticas, diabete, arteriosclerose, problemas digestivos, dos rins e da bexiga e mencionam atividade ocitócica, tanto na condução do trabalho de parto como na eliminação da placenta retida. Estudo em tecido uterino de ratas demonstrou, de fato, atividade uterotônica e espasmogênica. 
 
Pelos estudos e tradição, tem sido indicada principalmente para tratamento de vários tipos de osteoartrites, reumatismo e dor lombar. Importante lembrar que pode haver interação com enzimas do grupo do citocromo P450, portanto interferindo na ação de outros medicamentos em que essas enzimas influam como anti-hipertensivos, antiepilépticos, antidepressivos, antidiabéticos e outros (consulte a seção abaixo "Interação com medicamentos"). Também pode atuar como anticoagulante, exigindo atenção com o uso concomitante de medicamentos com essa ação.
 
Esta planta medicinal é também tradicionalmente utilizada como estimulante do apetite.

Interações com medicamentos [1] 
Antiácidos. Resultado: teoricamente, devido ao relato de que o fitoterápico aumenta a acidez gástrica, poderia reduzir a eficiência dos medicarnentos. 

Antihipertensivos. Resultado: o fitoterápico pode reduzir a pressão arterial, devendo ser utilizado corn cautela nas associações corn fármacos antihipertensivos.

Bloqueadores H2. Resultado: teoricamente, devido ao relato de que o fitoterápico aumenta a acidez gástrica, poderia reduzir a eficácia do medicamento.

Ferro (antianêmico). Resultado: o fitoterápico reduz a absorção do medicamento. 

Hipoglicemiante oral (antidiabético). Resultado: pode ocorrer potencialização da hipoglicemia, dificultando o controle glicêmico. 

Substratos do citocromo P450 2C19. Resultado: existem evidências preliminares de que o fitoterápico cause inibição da isoenzima, aumentando os niveis dos fármacos substratos como inibidores da bomba de prótons, diazeparn, carisoprodol e nelfinavir, entre outros. Essas interações não foram ainda identificadas em humanos. 

Substratos do citocromo P450 2C9. Resultado: existem evidências preliminares de que o fitoterápico cause inibição da isoenzima, aumentando os níveis dos fármacos substratos como anti-inflamatórios não-esteróides e losartana, entre outros. Essas interações não foram ainda identificadas em humanos. 

Varfarina (anticoagulante oral cumarínico). Resultado: o fitoterápico promove aumento do efeito anticoagulante, corn risco de sangramento. 

 Colaboração

  • Rosane Maria Salvi, Médica (Porto Alegre, RS), 2009.
  • Eliane, Diefenthaeler Heuser, Bióloga (Porto Alegre, RS), 2009. 

 Referências

  1. SALVI, R.M.; HEUSER E. D. Interações medicamentos x fitoterápicos: em busca de uma prescrição racional. EDIPUCRS, Porto Alegre (RS). 2008.
  2. Faculdade de Medicina da USP (FMUSP, 2013): Curso de Fitoterapia para Ginecologistas [4] - Acesso em 17/12/2014
  3. PlantzAfrica (2006): Arpagophytum procumbens [5] - Acesso em 17/12/2014
  4. Spices and Medicinal Herbs: Harpagophytum procumbens [6] - Acesso em 17/12/2014
  5. The Plant List: Harpagophytum procumbens [7] - Acesso em 17/12/2014

GOOGLE IMAGES de Harpagophytum procumbens [8] - Acesso em 17/12/2014

 

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