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Alfavacão, erva-cravo [1]

Enviado por Sergio Sigrist em sab, 13/06/2015 - 8:28am
Nome científico: 
Ocimum gratissimum L.
Família: 
Lamiaceae
Sinonímia popular: 
Alfavaca-cravo
Sinonímia científica: 
Geniosporum discolor Baker
Partes usadas: 
A planta toda.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Cimen-8-ol, eugenol, timol, trans-cariofileno.
Propriedade terapêutica: 
Carminativo, sudorífico, diurético, antisséptico, bacteriostática, bactericida, fungicida, laxante.
Indicação terapêutica: 
Leishmaniose, infecções do trato respiratório superior, diarreia, desordem gastrointestinal, febre tifoide, dor de cabeça, doenças de pele e olhos, feridas, insolação, gripe, gonorreia.
tags: 
Diarreia [2]
Febre [3]
Dor de cabeça - enxaqueca [4]
Doença da pele - dermatose - dermatofitose [5]
Infecção do olho [6]
Ferida [7]
Leishmaniose [8]
Trato respiratório superior [9]
Desordem gastrointestinal [10]
Insolação [11]
Gripe [12]
Blenorragia - gonorreia - sífilis - doença sexualmente transmissível [13]

 Esta espécie é considerada Planta Alimentícia Não Convencional.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: shrubby basil, east Indian basil, Russian basil
  • Francês: menthe gabonaise

Origem, distribuição
Planta originária do Oriente, subespontânea em todo o Brasil.

Descrição [2,4]
Erva aromática, perene, pode atingir 1 a 3 m de altura. Tem caule ereto muito ramificado, glabroso ou pubescente. Folhas opostas, ovaladas, bordos dentados, variando de 4 a 8 cm de comprimento. Pecíolo de 2 a 4,5 cm de comprimento, esbelto, púbere.

Inflorescência com flores pequenas de coloração roxo-esbranquiçada. 

Propaga-se principalmente por estacas retiradas do caule.

É cultivada devido ao óleo essencial presente em suas folhas e caules.

Uso popular e medicinal
A planta possui aroma forte e agradável, é utilizada contra leishmaniose, infecções do trato respiratório superior, diarreia/antidiurese, desordem gastrointestinal, febre tifoide, dor de cabeça, doenças de pele e olhos. Na medicina caseira o chá serve como carminativo, sudorífico e diurético.

A planta apresenta inúmeros compostos, sendo majoritário o eugenol.

Espécies de Ocimum são classicamente fornecedoras de óleos essenciais, os quais são largamente utilizados em temperos de pratos especiais e como aromatizantes de licores e de perfumes finos. 

O. gratissimum apresenta a propriedade de conservante natural devido às substâncias encontradas em seu óleo essencial: cimen-8-ol, eugenol e trans-cariofileno. Vários autores descrevem a atividade antibacteriana do óleo essencial desta espécie como antisséptica no tratamento de feridas ou lesões com solução de continuidade. Esse óleo essencial foi testado frente a 14 diferentes bactérias originárias da Costa do Marfim e demostrou relevantes atividades bacteriostática e bactericida.

O eugenol apresenta uma série de atributos farmacológicos tais como agente aromático para alimentos, anticonvulsivo, anestésico, analgésico dentário, antibactericida e fungicida [1].

Eugenol e, em menor grau, timol extraídos do óleo são substitutos dos óleos de cravo e de tomilho.

Na Indonésia (Sumatra) fazem um chá das folhas, enquanto na Tailândia as folhas são usadas como condimento.

Na Indonésia, o eugenol é utilizado na lavagem cerimonial de cadáveres. Na Índia, onde é denominada "ram tulsi",  O. gratissimum é amplamente utilizada em cerimônias religiosas. 

Na medicina tradicional da África e Índia, preparações de toda a planta são usadas ​​para melhorar a digestão gástrica e tratar insolação, dor de cabeça e gripe.

As sementes têm propriedades laxativas e são prescritas contra a gonorreia. O óleo essencial é aplicado contra a febre, inflamações da garganta, ouvidos ou olhos, dor de estômago, diarreia e doenças de pele.

Testado como antibiótico, o óleo é também ótimo repelente de insetos [2].

Um estudo científico comprovou o potencial do alfavacão como fonte de antioxidantes naturais. Segundo os autores, o extrato bruto e o óleo essencial obtido das folhas, avaliados pelo método do tiociananto férrico, mostraram ser capazes de retardar a oxidação do ácido linolêico. A substância ativa do extrato bruto, responsável pela atividade antioxidante, foi isolada, identificada e caracterizada como eugenol [3].

 Referências

  1. Revista Brasileira de Plantas Medicinais (2009): Inibição e inativação in vitro de diferentes métodos de extração de O. gratissimum frente a bactérias de interesse em alimentos [14] - Acesso em 14 de junho de 2015
  2. Plant Resources of South-East Asia (PROSEA: Ocimum gratissimum [15] - Acesso em 14 de junho de 2015
  3. Food Science and Technology (Campinas, 2007): Estudo da atividade antioxidante do extrato e do óleo essencial obtidos das folhas de alfavaca Ocimum gratissimum [16] - Acesso em 14 de junho de 2015
  4. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA Pantanal, 2006): Enraizamento de estacas de alfavaca O. gratissimum [17]
  5. Imagem: Flora of Zimbabwe [18] (Photografer: BT. Wursten) - Acesso em 14 de junho de 2015
  6. The Plant List: Ocimum gratissimum [19] - Acesso em 14 de junho de 2015

GOOGLE IMAGES de Ocimum gratissimum [20] - Acesso em 14 de junho de 2015

 

 

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