Reflexão de um médico

Bom dia.

Venho de uma formação médica de graduação e residência em Medicina de Família e Comunidade, numa das instituições mais respeitadas e conservadoras deste país. A Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Sem sombra de dúvidas, de credibilidade e reconhecimento cientifico internacional inegável, que muitas publicações científicas enalteceram inclusive o nome dos cientistas deste país. 

Durante o tempo de estudo ficou cristalizado na minha formação a aplicação de uma terapêutica  acertiva na utilização de medicamentos ditos corretos aos pacientes:" Dê somente medicamentos de nível de evidência A, seguros, consagrados pelo mundo acadêmico". 

Um raciocínio aparentemente lógico, inspirado em um modelo de ensino estruturado nos moldes Norte Americanos, na valorização do princípio ativo isolado e acertivo no tratamento puntual daquela enfermidade.

No entanto uma coisa me intrigava, porque estes medicamentos perfeitos estavam sendo retirados do mercado, exemplo: 

http://www.unifal-mg.edu.br/pet/?q=artigo-medicamentosretiradosdomercado

Por outro lado, remédios tradicionais embora passados pelo crivo acadêmico, como pelas mãos de cientistas como Professor Abreu Mattos da Universidade do Ceará, continuavam sendo questionados quanto sua segurança e eficácia. Seria um quebra de paradigma muito difícil enxergar a terapêutica de outra forma.

Certo dia me deparei com este documentário, e aquilo que vagamente supunha veio a tona.

http://www.youtube.com/watch?v=OhxqNqQDxwU

" O marketing da loucura"

O avanço tecnológico na área da saúde mental foi fantástico, doentes mentais sairam do encarceramento para uma vida social, um pouco embotados, com efeitos colaterais físicos, mas socialmente aceitos saindo dos manicômios para casas de apoio, CAPS, e seus lares. Mais ainda sendo tratados com os medicamentos mais simples e tradicionais, "nada de lançamentos do ano".

No entanto esta mesma indústria merecedora de um Nobel da Medicina se corrompe e pelo dinheiro quer fabricar doenças, passar por cima de tudo e de todos, em nome única e exclusivamente de seus lucros.

Venho de seis anos de SUS, quatorze de contato com plantas medicinais sendo prescritor  de fitoterapia a dez. O radicalismo seja aonde for condena o homem. 

No meio de muita prescrição Alopática, na Unidade de Saúde  e no CAPS II onde trabalhei, encontrei na fitoterapia (nas plantas medicinais) o "medicamento de excelência" em alguns casos, o medicamento coadjuvante em outros, e o medicamento contra indicado também.

Encontrei casos em que o rémédio era simplesmente escutar, ouvir, falar... Havia um fato interessante, nos dias de eventos festivos no CAPS, como festa junina, dia da beleza, ninguem " surtava"  naquele dia. 

Reflita com carinho e tire suas próprias conclusões

Dr. Randal Vinicius Bianchi

http://www.youtube.com/watch?v=OGXDpvkoJQs

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/t/edicoes/v/terapeuta-constroi-centro-holistico-e-oferece-tratamentos/3033498/