Verbena

Nome científico: 
Verbena officinalis L.
Sinonímia científica: 
Verbena urticifolia var. riparia (Raf. ex Small & A.Heller) Britton
Família: 
Verbenaceae
Partes usadas: 
Flor, partes aéreas secas.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Iridóides (verbenalina, aucubina, hastatosídeo), flavonoides (luteolina, apigenina, escutelareína, derivados da pedalitina), derivados de ácidos fenólicos (verbascosideo), minerais (K, P, Ca, Mg), oligoelementos (Cu, Fe, Zn, Mn).
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatório, antibacteriano, neuroprotetor, analgésico, antifúngico e antioxidante
Indicação terapêutica: 
Enxaqueca, afecções da garganta e fígado, dores reumáticas, transtornos digestivos, doenças do fígado, cólica renal, obesidade, celulite, dores reumáticas, nevralgias, ciática, diarreia, cólica intestinal, faringite, amigdalite, laringite, sinusite.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: vervain, herb of the cross
  • Francês: verveine officinale
  • Espanhol: verbena
  • Alemão: echtes eisenkraut
  • Italiano: verbena comune

Descrição
Tem uma haste angulosa, ramificada na parte superior e com folhas opostas e recortadas. Esta espécie é bem difundida na Europa, Ásia e África. Em regiões de clima temperado, cresce facilmente em qualquer lugar desde que protegida do vento. O florescimento ocorre no verão.

Para fins medicinais coletam-se as partes floridas antes do aparecimento dos frutos.

Uso popular e medicinal [1,2,3]
Verbena é citada na medicina tradicional de diversos países. Consta da Farmacopeia Chinesa e Farmacopeia Herbal Britânica. Diversos estudos científicos têm demonstrado as propriedades anti-inflamatório, antibacteriano, neuroprotetor, analgésico, antifúngico e antioxidante desta planta.

Contém verbenalina, um glicósido que atua sobre o sistema nervoso vegetativo, especialmente sobre o parassimpático, exercendo uma ação sedativa, antiespasmódica, analgésica, digestiva e anti-inflamatória. Contém tanino e mucilagem, que a fazem adstringente e emoliente. Por isso é indicado contra enxaqueca, afecções da garganta, dores reumáticas, transtornos digestivos, doenças do fígado, cólica renal, obesidade, celulite, dentre outros.

Sua ação antiespasmódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises de dor de cabeça, ou pelo menos diminui sua intensidade. O tratamento destas afecções é muito difícil e melhores resultados são obtidos combinando-se com outras plantas. 

Contra dores reumáticas, nevralgias e ciática aplica-se tanto em uso interno (infusão ou decocção) quanto externo (compressas ou cataplasmas). A sua ação eupéptica favorece a digestão. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais, devido às propriedades adstringentes. 

Favorece a secreção da bílis (ação colerética) pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado). A sua ação antiespasmódica também se torna útil em caso de cálculos biliares. Por ser ligeiramente diurética, administra-se em casos de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite.

É muito recomendada em afecções das vias respiratórias superiores (faringite, amigdalite e laringite) e inflamações da garganta em geral. Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas e também em infusão.

Emprega-se para o tratamento da sinusite devido à sua ação anti-inflamatória e adstringente. Aplica-se tanto por via oral como em inalações e em compressas quentes sobre o rosto.

Em uma análise fitoquímica dos compostos (principais e secundários), composição mineral e atividade antioxidante dos extratos hidroalcoólico e aquoso das partes aéreas de V. officinalis, os autores identificaram três classes de compostos naturais: 3 iridóides (verbenalina, aucubina, hastatosídeo), 15 flavonoides e 4 derivados de ácidos fenólicos (o mais abundante em ambos os extratos foi o verbascosideo).

Dentre os flavonoides identificados estão luteolina, apigenina, escutelareína e derivados da pedalitina. Em ambos os extratos o macroelemento mais abundante foi potássio seguido de fósforo, cálcio e magnésio. Dentre os microelementos: ferro, zinco, cobre e manganês.

Os autores concluem que os extratos hidroalcoólico e aquoso de V. officinalis representam uma boa fonte de compostos antioxidantes e minerais. Exceto pelo teor de ferro, o extrato aquoso fornece entre 11 e 27 % da recomendação de ingestão diária de minerais e oligoelementos. Estes resultados podem ser atraentes para várias finalidades comerciais como suplementos alimentares e produtos fitoterápicos [1].

 Dosagem indicada [3]

Usar a planta fresca sempre que seja possível pois o seu princípio ativo, a verbenalina, degrada-se paulatinamente com a secagem.

Uso interno

  • Infusão: 15 a 20 g por litro de água. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia.
  • Decocção: 20 g por litro, durante 10 minutos. Dose igual a da infusão.

Uso externo

  • Gargarejos: a mesma infusão ou decocção, mas mais concentrada (40-50 g por litro).
  • Inalações: executam-se respirando diretamente os vapores de uma decocção de verbena quente.
  • Compressas quentes: fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doloridas.
  • Cataplasmas: a planta cozida (ou refogada) e envolvida num lenço de algodão.

 Referências

  1. Science Direct (2011): Chemical composition, mineral content and antioxidant activity of Verbena officinalis - Acesso em 25 de outubro de 2015
  2. Enciclopedia de Plantas Medicinales
  3. ROGER, J.D.P. Plantas que curam - Enciclopédia das Plantas Medicinais. Publicadora Atlântico, v.1.
  4. Imagem: Wikimedia Commons (Author: H. Zell) - Acesso em 25 de outubro de 2015
  5. The Plant List: Verbena officinalis - Acesso em 25 de outubro de 2015

GOOGLE IMAGES de Verbena officinalis - Acesso em 25 de outubro de 2015

Galeria: