Segurelha

Nome científico: 
Satureja montana L.
Família: 
Lamiaceae
Sinonímia científica: 
Clinopodium montanum (L.) Kuntze
Partes usadas: 
Sumidades floridas ou as folhas
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleo volátil (essencial) - carvacrol, cineol, cimeno, terpenos, timol, nitrofenol; taninos 4 a 8,5 %
Propriedade terapêutica: 
Estomáquica, carminativa, expectorante, antiespasmódica, antisséptica, tônica, aperiente, antidiarreica.
Indicação terapêutica: 
Auxiliar no processo da digestão, problema broncopulmonar, asma, bronquite, eliminação de gases, picada de marimbondo, diarrreia.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: Savory, Summer savory
  • Alemão: Bohnekraut (erva-feijão, pois é um excelente flavorizante para feijão), pfeffertrant
  • Espanhol: ajedrea de jardín
  • Francês: sarriete des jardins
  • Italiano: santorregia

Outras espécies

  • Satureja hortensis L.
  • Satureja repandra

Origem
Europa meridional, crescendo espontaneamente em lugares elevados de colinas. Adaptada à Austrália e ao Brasil. Foi considerada um estimulante psíquico e físico, recebendo o apelido de "sátiro". Gregos e romanos a consideravam um bom remédio contra picadas de cobras. A S. hortensis é conhecida como segurelha-de-verão e possui sabor picante, que lembra o da pimenta.

Descrição
Planta anual ou bienal - em climas de invernos frios, é anual, que atinge 10 a 40 cm de altura. Folhas pequenas, com 12 a 37 milímetros, coriáceas (com textura semelhante ao couro), brilhantes, glabras (sem pelos), estreitas, pontiagudas, de cor verde escura; flores brancas, cor-de-rosa ou lilases, que florescem durante todo o verão e são muito perfumadas.

A segurelha é uma planta que cresce em qualquer tipo de clima, menos os muito quentes ou muito frios.

Uso popular e medicinal
Auxiliar no processo de digestão. Indicada nos tratamentos broncopulmonares (fluidifica as secreções, facilitando sua eliminação pela tosse). Indicada para o tratamento de asma e bronquite. Auxilia na eliminação de gases. Auxilia as circulações locais, provocando rubefaciência (vermelhidão) no local da aplicação.

Pode ser usada externamente para aliviar os efeitos de picadas de marimbondos.

Na Europa é usada para matar a sede excessiva dos diabéticos; usada em casos de diarreia, devido à presença de taninos.

 Dosagem indicada

Chá. 25 a 30 gramas para 1 litro de água. Tomar três vezes ao dia antes ou após as refeições.

Chá para o estômago. Colocar 10 gramas de sumidades floridas para 250 ml (1 copo) de água fervente. Deixar esfriar por 15 minutos, coar e tomar três vezes ao dia.

Chá contra dores de estômago. Ferva uma colher (sopa) de galhos floridos em uma xícara de água. Tampe e deixe amornar. Tome 4 xícaras pequenas ao dia.

 Culinária
Usada como aromatizante de alguns licores. Possui sabor aromático e picante.

Considerada um ótimo condimento, tornando legumes que contém fécula mais digeríveis. Auxilia também na digestão de carnes de caça e comidas "pesadas".

Para aproveitar melhor sua propriedade na culinária, sugere-se manter a segurelha em ramos e moê-la na hora do uso.

Combina bem quando usada com orégano, tomilho ou salsinha em pratos que levam cebola.

 Contraindicações
Não foram encontradas na bibliografia consultada.

 Referências

  • CREASY, R. The edible herb garden. Periplus, 1999, Singapura, p. 57.
  • FOSTER, S.; TYLER, V. E. Tyler´s honest herbal. The Haworth Herbal Press, 4th edition, New York, 2000, p.341-342.
  • GOMES, M. As plantas da saúde. Paulinas, 1ª edição, 2002, São Paulo, p. 263.
  • HERTWIG, I. F. Von. Plantas aromáticas e medicinais. Ícone Editora, São Paulo, 1986, p. 410-418.
  • MORGAN, R. Enciclopédia de ervas e plantas medicinais. Hemus Editora Ltda., 8ª edição, São Paulo, 1997, p. 158.
  • Plantas que curam - a natureza a serviço de sua saúde. Editora Três, São Paulo 2001, v. 35, p. 440.
  • READER´S DIGEST. Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Reader´s Digest Livros, 1ª ed. revisada, Rio de Janeiro, 2001, p. 292.
  • RHOMER, F. O livro do chá. Editora Aquariana, São Paulo, 2002, p. 169.
  • TESKE, M. T.; MARGALY, A. Compêndio de Fitoterapia. Herbarium, 3ª ed, Curitiba, 1997, p. 256-257.
  • The Plant List: Satureja montana
  • Imagem: Wikimedia Commons (Endogen, Nova), Flors de Catalunya

 Colaboração

  • Débora Gikovate, Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais, São Paulo (SP), fevereiro de 2005.

​GOOGLE IMAGES de Satureja montana

 

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