Saião

Nome científico: 
Kalanchoe laciniata (L.) DC.
Família: 
Crassulaceae
Sinonímia científica: 
Cotyledon laciniata L.
Partes usadas: 
Folha
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Sulfato de cálcio, ácido tartárico livre, oxalato de cálcio, ácido málico.
Propriedade terapêutica: 
Hemostático, adstringente, antisséptico.
Indicação terapêutica: 
Úlcera crônica, corte, ferida, dor de cabeça, picada de insetos peçonhentos, diarreia, disenteria, litíase, cólera, tísica (caquexia, fraqueza), dor nas articulações.

Esclarecimento. Há outra espécie de Crassulaceae também conhecida por saião ou folha-da-fortuna: Bryophyllum pinnatum.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: christmastree plant
  • Espanhol: siempreviva
  • Indi (Índia):  hamsagar

Origem
Acredita-se que seja nativa do Brasil, África, Yemen e Índia. Encontra-se bem distribuída em Burma (atual Myanmar), Ceilão (atual Sri Lanka), Ásia tropical e diversos outros países africanos.

Descrição
Arbusto robusto, ereto, perene, cresce até altura de 0,9 a 1,2 m. Caule suculento, glabro ou mais ou menos púbere e pouco ramificado. As folhas são numerosas, grandes e muito suculentas, de 7.5 cm a 10 cm de comprimento. O pecíolo vai de 2,5 a 3.8 cm de comprimento, achatados acima, carnudo e amplexicaule.

O limbo é estreitamente oblongo, aculeado, dentado, serrado ou crenado.
 
As folhas do caule central são pinatífidas. As folhas são lustrosas, de azuladas claras a um verde desbotado.
 
As flores surgem em cimeiras paniculadas. O cálice tem de 3 a 5 mm de comprimento, glabro ou glandular e pubescente.
 
A corola mede 1.6 cm de comprimento e é composta de 4 pétalas laranjas ou amarelas que são lanceoladas, aculeadas ou acuminadas, glabras ou pubescentes.
 
Estão presentes algumas brácteas hipoginosas de 3 a 4 mm de comprimento. Os frutos são folículos de 8 mm, ventralmente deiscentes.

Uso popular e medicinal - etnobotânica
Nas Filipinas as folhas são transformadas em polpa e aplicadas em úlceras crônicas, feridas e cabeça (para acalmar as dores de cabeça).

Na Malásia as folhas são usadas como cataplasma no peito para constipações e tosses.

Em Amboina (Angola) folhas são usadas como cataplasma para baixar a febre.

Na medicina tradicional indiana folhas frescas são prensadas ou torradas e aplicada como cataplasma em feridas e contusões e também para aliviar a inflamação e evitar a descoloração. Usado como um adstringente para cortes, escoriações e feridas e contra picadas de insetos peçonhentos. O suco é misturado com manteiga (1:2) e tomado internamente para diarreia, disenteria, litíase, cólera e tísica. No sul da Índia extrato da folha é aplicado externamente contra dores nas articulações.

Na Indochina folhas são usadas como medicação tópica para úlcera.

Nas Antilhas serve contra dor de cabeça e como um emoliente.

 Referências

  1. International Journal of Science Inventions Today - Acesso em 30 de novembro 2014
  2. Imagem: Philippine Medicinal Plants (detalhe da folha) Acesso em 30 de novembro 2014
  3. Imagem: Top Tropicals Acesso em 30 de novembro 2014
  4. pt.scribd.com Acesso em 30 de novembro 2014
  5. The Plant List: Kalanchoe laciniata Acesso em 30 de novembro 2014

GOOGLE IMAGES de Kalanchoe laciniata Acesso em 30 de novembro 2014

 

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