Rodiola

Nome científico: 
Sedum roseum (L.) Scop.
Família: 
Crassulaceae
Sinonímia científica: 
Rhodiola rosea L.
Partes usadas: 
Raiz.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Ácidos orgânicos, flavonoides, taninos, glicosídeos fenólicos, p-tirosol, salidroside, rodionisídeo, rodiolina, colofônia, rosavina, rosarina, rosiridina.
Propriedade terapêutica: 
Estimulante, adaptogênica, ergogênica.
Indicação terapêutica: 
Câncer, tuberculose, estresse, fadiga, fertilidade, desempenho físico e mental, depressão, ansiedade, transtorno alimentar.

Origem

Norte, centro e sul da Europa, incluindo a Grã-Bretanha e grande parte do Ártico, (oeste dos Pirineus, leste do sul da Bulgária), Rússia (Ural, Sibéria), Ásia (Mongólia, norte da China, Coréia, Japão), América do Norte (norte dos EUA e Canadá), Groenlândia.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: rosewort, arctic root, golden root, rose root, king

Descrição [4]

Rhodiola rosea é uma erva suculenta perene glabra. Atinge de 5 a 40 cm de altura, tem vários caules que crescem a partir de um porta-enxerto curto e escamoso.

As flores são amarelo a amarelo-esverdeado, apresentando às vezes uma ponta vermelha, com cerca de 1 a 3,5 mm de comprimento.

São em sua maioria dióicas (flores individuais são masculinas ou femininas, mas apenas um sexo pode ser encontrado em qualquer planta).

A raiz exala o odor da rosa.

Folhas sésseis, lâmina verde-pálido, geralmente glaucosas, ovaladas ou levemente obovadas ou oblongas, margens dentadas ou quase inteiras.

Inflorescência terminal, flores em grande quantidade (até 150).

Frutos (folículos) de 4 a 9 mm de comprimento.

Sementes de cor castanho-avermelhado a roxo, alado nas duas extremidades. Formam cápsulas durante a segunda metade do verão.

Uso popular e medicinal

Há séculos essa erva faz parte dos sistemas de medicina tradicional em partes da Europa, Ásia e Rússia.

Foi prescrita para câncer e tuberculose na Mongólia, receitada aos recém-casados ​​para aumentar a fertilidade na Sibéria e usado pelos vikings para aumentar a resistência e a força física. Na Noruega tem sido usada como alimento e lavagem de cabelos.

Recentemente rodiola tem recebido atenção da comunidade científica pela potencial capacidade terapêutica como adaptógeno. Adaptógenos são comumente associados a produtos fitoterápicos naturais não tóxicos em doses normais, produzem uma resposta não específica e têm uma influência fisiológica normalizadora.

Do mesmo modo, a erva tem sido referida como auxiliar ergogênico, isto é, melhora o desempenho físico e mental. Indicações comuns relativas à capacidade adaptogênica e ergogênica de R. rosea incluem aumento do desempenho, redução da fadiga e alívio dos sintomas de depressão [2].

Benefícios e evidências do uso da raiz desta erva estão provavelmente ligados à propriedade anti-inflamatória que ela pode ter.

Estresse. Vários autores afirmam que extratos da planta fornecem benefícios para a saúde mental e função cardíaca. A erva pode aumentar a resistência ao estresse e ser um possível tratamento para reduzir os níveis de hormônio do estresse.

Desempenho físico e mental. Algumas pessoas tomam Rhodiola rosea para melhorar o desempenho físico antes do exercício ou como forma de melhorar a concentração e o pensamento. Há alegações de que ajuda a reduzir a fadiga física e mental. Estudo de 2009 descobriu que mulheres que tomaram uma alta dose de R. rosea foram capazes de correr mais rápido do que aquelas que receberam placebo. No entanto há quem sustente que a pesquisa sobre R. rosea é "contraditória e inconclusiva" e recomendam ensaio válido e não tendencioso da erva antes que a mesma seja apresentada como um tratamento para a fadiga.

Depressão e ansiedade. Um estudo encontrou evidências de que a R. rosea pode reduzir os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada. Dez pessoas foram incluídas neste estudo e tomaram 340 mg de extrato desta planta por 10 semanas. Outro estudo descobriu que a R. rosea reduz os sintomas de depressão, mas seus efeitos são leves. A erva não reduziu os sintomas tão eficazmente quanto a sertralina, um antidepressivo prescrito, embora tivesse menos efeitos colaterais. Os autores deste estudo de 2015 concluíram que, uma vez que pode ser melhor tolerada por algumas pessoas e proporcionar benefícios, R. rosea pode ser adequada como tratamento para depressão leve a moderada. O estudo incluiu 57 pessoas que tomaram a erva durante 12 semanas.

Transtornos alimentares induzidos por estresse. Um ingrediente ativo em R. roseasalidrosideo - foi estudado por seus efeitos sobre compulsão alimentar. Publicado na Physiology & Behavior, o experimento foi feito em ratos. Descobriu-se que um extrato seco de R. rosea que incluía 3,12% de salidrosideo ajudava a reduzir ou eliminar a compulsão alimentar nos animais. Ratos que tomaram R. rosea tiveram níveis sanguíneos mais baixos de um hormônio do estresse que pode desempenhar um papel na compulsão alimentar.

Outro estudo no Journal of Psychopharmacology, similarmente conduzido em ratos, determinou que R. rosea pode reduzir a anorexia induzida por estresse. Os autores dizem que suas descobertas fornecem evidências para sustentar as alegações de que a erva tem propriedades antiestresse [1].

Composição química [3]

28 compostos foram isolados das raízes e partes aéreas da planta. As raízes contêm uma gama de substâncias biologicamente ativas incluindo ácidos orgânicos, flavonoides, taninos e glicosídeos fenólicos. As propriedades estimulante e adaptogênica foram originalmente atribuídas a 2 compostos isolados da raiz: p-tirosol e salidroside (rhodioloside).

Compostos glicosídeos adicionais isolados da raiz incluem rodionisídeo, rodiolina, colofônia, rosavina, rosarina e rosiridina. Acredita-se que estes compostos glicosídeos sejam críticos para as propriedades adaptogênicas da planta.

Uma gama de compostos antioxidantes foram também identificados: ácidos orgânicos (gálico, cafeico, clorogênico, cítrico) e flavonoides (catequinas e proantocianidinas).

 Referências

  1. Medical News Today (2017): What's to know about Rhodiola rosea?  - Acesso em 7 de abril de 2019
  2. BMC Complementary and Alternative Medicine (2012). Rhodiola rosea for physical and mental fatigue: a systematic review - Acesso em 7 de abril de 2019
  3. Alternative Medicine review (2001). Rhodiola rosea: A possible plant adaptogen - Acesso em 7 de abril de 2019
  4. The Encyclopedia of Succulents: Sedum roseum
  5. Image: Copyright Barry Breckling
  6. The Plant List: Sedum roseum - Acesso em 7 de abril de 2019

GOOGLE IMAGES de Sedum roseum - Acesso em 7 de abril de 2019

 

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