Poejo

Nome científico: 
Mentha pulegium L.
Família: 
Lamiaceae
Sinonímia científica: 
Mentha aromatica Salisb.
Partes usadas: 
Toda a planta
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Ácidos (acético, butírico, fórmico, salicílico, palmítico, rosmarínico), terpenos (limoneno, mentol, linalol, pulegona, isopulegona e outros), taninos, flavonoides, minerais.
Propriedade terapêutica: 
Carminativa, digestiva, vermífuga, expectorante, antisséptica, antiespasmódica, emenagoga, diaforética.
Indicação terapêutica: 
Hidropsia, estimulador de funções gástricas.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: pennyroyal,  true pennyroyal
  • Alemão: poleiminze
  • Francês: menthe pouliot, pouliot commun
  • Espanhol: poleo

Origem
Europa.

Descrição
Planta rasteira de folhas pequenas, ovais, opostas, de pecíolos curtos e aroma de hortelã. As flores são roxo-claros. 

Uso popular e medicinal
O poejo tem longa tradição na medicina popular, tanto em uso interno quanto externo.

Internamente é indicado para expulsar o excesso de gases do intestino ou estômago. Tem a capacidade de estimular o fígado aumentando a secreção da bilis, mas deve-se tomar com prudência devido a forte presença de componentes tóxicos como pulegona e isopulegona.

Apresenta os componentes mentol e ácido salicílico, assim o poejo também serve para baixar a febre e agir contra gripe, resfriado e dores. É considerado bom expectorante, pois ajuda a dissolver a mucosidade dos brônquios.

Tem componentes com propriedades anticoagulantes, que melhoram a circulação sanguínea e previne o chamado Mal de Altitude, um transtorno que acomete pessoas que sobem a uma altitude de aproximadamente 2.500 m sem que o organismo tenha tempo de adaptação. Outros usos internos incluem tratamento de dores nas articulações produzidas por enfermidades de caráter reumático como artrite.

Externamente, do poejo é feito um remédio indicado para afecções da pele, feridas, coceiras e picadas de inseto. 

 Preparo e dosagem
Estimular as funções gástricas (infusão): 20 g de planta fresca em 1 litro de água, ou 4 a 5 g por xícara de chá, ou ainda 1 a 2 g da planta seca por xícara de chá. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O infuso deve ser tomado 10 min. antes das refeições, juntamente com o suco de 1/2 limão.

Gases intestinais, dores estomacais (infusão): 2 colheres de sopa de folhas secas ou o dobro de folhas frescas, em 1 litro de água. Tomar duas xícaras ao dia.

Outros usos
Serve para afugentas pulgas, mosquitos, carrapatos e outros parasitas.

Curiosidade
O nome da espécie pulegium origina do latim pulex que significa pulga, dado que na antiguidade a planta foi usada para afugentar esse parasita.

Observação. Não confundir essa espécie com outra também conhecida como poejo, poejinho ou poejo-miúdo, a Cunila microcephala.

 Toxicologia
Acredita-se que a pulegona cause efeito tóxico em altas doses. Devido à presença do borneol, não se recomenda o uso de planta por grávidas, especialmente nos 3 primeiros meses.

 Colaboração
Sérgio Antonio Barraca, estudante de Agronomia da ESALQ/USP, Piracicana. Julho de 1999.

 Referências

  1. ESALQ/USP (1999): Cultivo de Horta Medicinal - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  2. Botanical Online: Propiedades del poleo - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  3. BALBACH, A. As Plantas que Curam. 2 ed. São Paulo: Editora Missionária, 1992.
  4. The Plant List: Mentha pulegium - Acesso em 31 de dezembro de 2017
  5. Imagem: Botanofilia, ParfaitImage (Donald H. Gudehus) - Acesso em 31 de dezembro de 2017

GOOGLE IMAGES de Mentha pulegium - Acesso em 31 de dezembro de 2017

Galeria: clique na imagem para ampliar: