Pau-andrade

Nome científico: 
Persea pyrifolia (D. Don) Spreng.
Família: 
Lauraceae
Sinonímia científica: 
Cinnamomum pyrifolium D.Don (não há consenso, segundo APG III)
Partes usadas: 
Casca.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Compostos encontrados no extrato hidroalcoólico: polifenóis (taninos condensados ou proantrocianidina), flavonoides heterosídeos derivados da quercetina e kaempferol.
Propriedade terapêutica: 
Gastroprotetor.
Indicação terapêutica: 
Úlcera gástrica, ferida.

Origem [4]
Nativa do Brasil, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semidecidual, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

Descrição
Pau-andrade é espécie de grande porte, podendo atingir 25 m de altura. O tronco conta com até 70 cm de diâmetro, é revestido por uma casca cinzenta. As flores são amarelas e os frutos pequenos, arredondados, de cor roxa escura, brilhantes quando maduros, carnosos indeiscentes (drupa).

Árvore exuberante, é recomendada na ornamentação de parques e praças. A madeira é utilizada na construção civil, marcenaria e confecção de móveis, dentre outros usos.

Uso popular e medicinal

As cascas são comumente usadas em infusão que é administrada oralmente ou topicamente para tratar úlceras e feridas. O potencial gastroprotetor já foi investigado em modelos agudos de úlcera.

Um estudo para avaliou a atividade gastroprotectora de P. major usando modelos de úlceras gástricas agudas e crônicas e possíveis mecanismos envolvidos nesta atividade. Segundo os autores, o extrato hidroalcoólico exerce efeitos de cicatrização gastroprotetora e gástrica favorecendo defesas protetoras, mas não possui efeito antissecretor em contraste com a terapia antiulcerosa atual.
 
O extrato apresenta boa tolerabilidade e ausência de citotoxicidade. Os resultados contribuem para a validação do uso popular de P. major no tratamento da úlcera gástrica. Os principais compostos encontrados no extrato hidroalcoólico foram polifenóis (taninos condensados ou proantrocianidina), flavonoides heterosídeos derivados da quercetina e kaempferol [2].
 
Nota. Estamos adotando aqui o nome científico Persea pyrifolia (segundo APG III). Na fonte consultada [2], Persea pyrifolia e Persea willdenovii são citados como sinônimos botânicos de Persea major.
 
 Dedicado a Bárbara Kaminski (Paraná, PR).

 Referências

  1. Cambridge University Press (2017): In vitro anthelmintic and cytotoxic activities of extracts of Persea willdenovii - Acesso em 8 de setembro de 2019
  2. ScienceDirect (2017): Hydroalcoholic extract from bark of Persea major exerts antiulcer effects in rodents by the strengthening of the gastric protective factors - Acesso em 8 de setembro de 2019
  3. Imagem: Compêndio On-line (Autor: Gerson Luiz Lopes) - Acesso em 8 de setembro de 2019
  4. The Plant List: Persea pyrifolia - Acesso em 8 de setembro de 2019

GOOGLE IMAGES de Persea pyrifolia - Acesso em 8 de setembro de 2019

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