Newsletter - Edição Setembro 2009

Escrito em setembro de 2009 - Editado em junho de 2014

Palavra ao Leitor

Caros Amigos,

   Inicio este Boletim falando sobre o recém-implantado projeto "Saúde em Casa" em Limeira (SP). Veja a esquerda a foto da estufa. Trata-se de um programa para hortas e pomares caseiros nas residências da cidade e em entidades assistenciais com hortaliças, legumes, plantas medicinais e frutíferas, conforme salientaram a Coordenadora Simone Zambuzi e a estagiária Maria Angélica Leite Figueiredo, ambas graduandas em Engenharia Ambiental, em recente visita à ESALQ. Elas destacaram a importância de se obter apoio nos mais variados níveis para a consolidação do projeto. O leitor poderá conhecer mais detalhes rolando a tela abaixo.

Neste número é abordada a espécie popularmente conhecida como vassoura ou alecrim-do-campo, indicada para problemas hepáticos, disfunções estomacais e que apresenta propriedade antiinflamatória.

Em termos de atualização do banco de dados de plantas medicinais, foram adicionadas abacaxizeiro e Rosa gallica.

Na seção Carta do Leitor selecionei duas cartas, uma solicitando a identificação de uma planta a partir das fotos enviadas pelo leitor. A outra é um depoimento sobre terapia bem sucedida usando-se a infusão de pétalas de rosas vermelhas.

Boa leitura! Abraços,

Sérgio R. Sigrist


Carta do Leitor

#1 
"Olá, gostaria de saber o nome da planta que estou enviando em anexo. Minha mãe faz chá disso quando estou com 
dor de garganta, mas ela não sabe o que é. Atenciosamente, Alessandro Rodrigues (Guaíba, RS) - Foto 1  Foto 2".

RE: Essa planta é chamada de penicilina ou terramicina, pertence a familia Amaranthaceae, Alternanthera brasiliana (L.) O. Kunt. As flores são béquicas, utilizadas no tratamento de diversas doenças incluindo inflamações, dor e processos infecciosos, tendo também efeito analgésico e antiviral. (Marcelo Rigotti)

#2 
"Prezados, pesquisando sobre as propriedades fitoterápicas do chá de pétalas de rosas vermelhas na Internet, 
encontrei o site de vocês. Não sou médica, mas sei de 3 casos de sucesso de mulheres que foram recomendadas por seus ginecologistas a retirarem seus úteros por apresentarem sangramentos excessivos na pré-menopausa e que através de terapia com este chá (infusão com pétalas de rosas vermelhas) não precisaram se submeter à cirurgia e mantiveram seus úteros. 

A indicação do uso desta infusão foi passada à minha mãe por um fitoterapeuta há cerca de 30 anos quando ela teve as hemorragias e foi recomendada por pelo menos 3 ginecologistas a retirar o útero. Sendo adepta da homeopatia e da fitoterapia e resistente a intervenções cirúrgicas radicais como esta, ela buscou e encontrou esta alternativa e até hoje, com 78 anos, está contente por ainda ter seu útero e por ter podido ajudar a pelo menos mais duas amigas que igualmente tiveram a recomendação da retirada do útero. Elas utilizaram esta infusão, mantiveram seus úteros e não apresentaram mais nenhum tipo de problema posterior. Ainda não encontrei muita literatura a respeito, mas creio que esta informação é muito útil e pode salvar outros úteros de mulheres que apresentem este grave problema. Saudações, Sonia Braune (Rio de Janeiro, RJ)."


Projeto Saúde em Casa

O Projeto "Saúde em Casa", lançado no dia 31 de agosto de 2009, é iniciativa da Prefeitura Municipal de Limeira (SP) com apoio da empresa Syngenta.Tem por objetivo a conservação do meio ambiente (água, planta, animais e insetos), capacitar famílias e monitores com princípios de agroecologia, valorizar e estimular a participação de mulheres e jovens nas ações comunitárias, formar agentes comunitários e construir a horta orgânica municipal.

Dentre as plantas medicinais inicialmente selecionadas destacam-se o alecrim, arruda, boldo, babosa flor vermelha, citronela, camomila, poejo, manjericão, hortelã e capim-cidreira. As frutíferas são abiu, abacaxi, acerola, abacateiro, amora, banana-maçã, goiaba, fruta-pão, mamão, maracujá, jaboticaba, manga, pitanga, morango, seriguela, uva, carambola e lichia.

Leia mais sobre o projeto no release distribuido a imprensa e veja também algumas fotos da horta orgânica 1 2 3 4 5 6 7 8


Constituintes químicos e atividade farmacológica do alecrim-do-campo

Marcelo Rigotti (Eng. Agrônomo, Dsc. Agronomia.)

A espécie Baccharis dracunculifolia DC (De Candole), popularmente conhecida como vassoura ou alecrim-do-campo, é amplamente utilizada na medicina caseira. A infusão de suas folhas é empregada para problemas hepáticos, disfunções estomacais e como anti-inflamatório.

Estudos de literatura relatam o uso medicinal e religioso do alecrim-do-campo comercializado em mercados e feiras livres no Rio de Janeiro, assim como a utilização das folhas para feridas e o uso dos ramos, em decocto, como antifebril. É uma planta dióica com as inflorescências masculinas e femininas, cujo arbusto cresce em quase todo o Brasil, é fonte da própolis verde.

Alecrim-do-campo

Uma característica dos compostos fenólicos das própolis analisadas e da espécie vegetal de B. dracunculifolia foi a alta proporção de artepilina C e outros derivados do ácido cinâmico. Com base nas evidências fitoquímicas, B. dracunculifolia foi identificada como a principal fonte vegetal das própolis produzidas nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Acesso ao texto completo  >>


Colaboraram nesta edição 
Ana Lúcia T. L. Mota (São Paulo, SP), Lelington L. Franco (Curitiba, PR), Luis C. L. Franco (Curitiba, PR), 
Marcelo Rigotti (Botucatu, SP), Tarsila S. Rosenfeld (São Paulo, SP). 

Este informativo tem por objetivo divulgar o conhecimento popular de plantas medicinais. Não se recomenda a automedicação. O uso de fitoterápicos deve ser indicado por especialistas da área.