Malva-branca

Nome científico: 
Sida cordifolia L.
Família: 
Malvaceae
Sinonímia científica: 
Sida decagyna Schumach. & Thonn. ex Schumach.
Partes usadas: 
Raiz, caule, folha, semente, óleo essencial.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Alcaloides de quinolizidina (vasicina, vasicinona, vasicinol).
Propriedade terapêutica: 
Antirreumático, antipirético, analgésico, antiasmático, laxativo, diurético, hipoglicêmico, anticongestionante nasal, demulcente, tônica, adstringente, afrodisíaca, aromática.
Indicação terapêutica: 
Disenteria, gonorreia, asma, hemorroidas, doenças neurodegenerativas, hemiplegia, reumatismo, estomatite, inflamação da mucosa oral.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: flannel weed, bala, country mallow or heart-leaf sida

Descrição [2]

Espécie subarbustiva, apresenta caule cilíndrico bastante ramificado, verde e recoberto por pilosidade branca.

Folhas alternadas helicoidais, com longos pecíolos. Limbo com ambas as faces pilosas e base sempre cordiforme.  Margem ondulada ou serreada desde o ponto de inserção do pecíolo.

Inflorescência axilar e terminal do tipo corimbo. Flores com pedúnculos de diferentes tamanhos. 

Fruto seco do tipo esquizocarpo, que se separa ao esfregaço em muitos mericarpos, cada um com 2 longas aristas com pelos voltados para a base. Propaga-se por meio de sementes.

Desenvolve-se em todo o Brasil, instalando-se em áreas com lavouras anuais e perenes, áreas ocupadas com batata, cebola, banana, laranja e goiaba. Hospedeira de pulgões Aphis gossypii e do ácaro Brevipalpus phoenicis, que transmite o vírus da leprose dos citros. 

Fornece pólen para abelhas-arapuá ou abelhas-irapuã.

Uso popular e medicinal [1]

A raiz de S. cordifolia é considerada uma droga valiosa nos sistemas de medicina tradicional indiano (Ayurveda), chinesa, brasileira e de outros países para uma ampla gama de doenças. 

As indicações são como antirreumático, antipirético, analgésico, antiasmático, laxativo, diurético, hipoglicêmico, anticongestionante nasal e analgésico da ciática. A raiz foi recentemente relatada como um potencial remédio para reduzir a gravidade do parkinsonismo.

Folhas, caules e sementes são também empregadas na medicina tradicional para vários fins.

Na Índia raízes, folhas e caules são utilizados como medicamento para disenteria crônica, gonorreia, asma, hemorroidas, para induzir ou promover a afrodisia (excitação exagerada do apetite sexual) e como remédio para doenças neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson. 

As raízes são administradas como agente curativo de distúrbios nervosos como paralisia facial, hemiplegia e distúrbios urinários. 

A casca da raiz é explorada como estomacal, demulcente, tônica, adstringente, amarga, diurética, aromática e como agente antiviral. As sementes são tradicionalmente utilizadas como afrodisíacas e também indicadas no tratamento de gonorreia, cistite, hemorroidas, cólicas e tenesmo (espasmo, do esfíncter). 

Um exame farmacológico mostrou que as sementes causam elevação da pressão arterial em animais anestesiados.

No Brasil, S. cordifolia é usada geralmente para o tratamento da inflamação da mucosa oral, bronquite asmática, congestão nasal, blenorreia, estomatite, asma e reumatismo. Também indicado como antirreumático, antipirético, diurético, anti-inflamatório, analgésico e hipoglicêmico, antiviral, antimicrobiano e afrodisíaco. 

Na China S. cordifolia é considerada equivalente a ervas do gênero Ephedra e no Quênia é utilizado para a higiene dental.

Atividade do óleo essencial [3]

A atividade antimicrobiana do óleo essencial de S. cordifolia foi avaliada com 4 diferentes cepas de bactérias e 9 de fungos e mostrou bom desempenho.

O extrato aquoso das folhas de S. cordifolia apresentou atividade anti-inflamatória e o extrato de acetona das raízes inibiu as enzimas conversoras de angiotensina. Estudos fitoquímicos com folhas desta planta revelaram a presença de alcaloides de quinolizidina como vasicina, vasicinona e vasicinol. Estudos farmacológicos realizados em laboratório identificaram a atividade cardiovascular do alcaloide vasicina. 

 Dedicado a Quimie Kamiyama (Piracicaba, SP), 2018.

 Referências

  1. Galal, Ahmed & Raman, Vijayasankar & A. Khan, Ikhlas. (2015): Sida cordifolia, a traditional herb in modern perspective - Acesso em 4 de novembro de 2018
  2. MOREIRA, H.J.C; BRAGANÇA, H. B. N. Manual de Identificação de Plantas Infestantes. FMC Agricultural Products, São Paulo (SP). 2011.
  3. Revista Brasileira de Farmacognosia (2006): Antimicrobial activity of the essential oil of Sida cordifolia - Acesso em 4 de novembro de 2018
  4. Imagem: FMC Agricultural Products
  5. The Plant List: Sida cordifolia - Acesso em 4 de novembro de 2018

GOOGLE IMAGES de Sida cordifolia - Acesso em 4 de novembro de 2018

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