Macadâmia

Nome científico: 
Macadamia integrifolia Maiden & Betche
Sinonímia científica: 
Macadamia ternifolia var. integrifolia (Maiden & Betche) Maiden & Betche
Família: 
Proteaceae
Partes usadas: 
Fruto.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Compostos voláteis, carboidrato, proteína, minerais (especialmente potássio), vitaminas (niacina, tiamina e riboflavina), ácidos (oleico, palmitoleico, araquidônico).
Propriedade terapêutica: 
Lubrificante, hidratante, anti-inflamatório.
Indicação terapêutica: 
Pele seca, colesterol, obesidade, constipação, diverticulite, colite ulcerativa.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: macadamia, macadamia nut, australian nut

Origem
Nativa da Austrália, Nova Zelândia e Malásia. Dentre as espécies de Macadâmia, M. integrifolia foi a que melhor se adaptou ao trópico.

Descrição [1]
Conhecemos por noz macadâmia o fruto de uma árvore perene que atinge geralmente 15 m de altura. Tem folhas lisas de bordos ondulados, de coloração acinzentada quando jovens. Flores de coloração alva, reunidas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto do tipo drupa, arredondado, com casca avermelhada, de 2,5 a 3,5 cm de diâmetro.

Propaga-se por semente.

Uso popular e medicinal
A noz macadâmia é considerada uma das melhores e mais finas do mundo. Não contêm colesterol e os níveis de sódio e gorduras saturadas são baixos. Seus óleos naturais contêm 80% de gorduras monoinsaturadas, o valor mais alto nos óleos conhecidos. Várias espécies do gênero Macadamia produzem nozes comestíveis, mas somente M. integrifolia e outra (M. tetraphylla) são comercialmente importantes [4].

As características da noz macadâmia - a textura fina, crocante, cor de creme e sabor delicado (provavelmente devido a presença de compostos voláteis) - são realçadas quando levemente torrefeita em óleo de coco e salgada. A noz crua é também popular em uma gama de produtos de confeitaria e alimentos processados. A qualidade da noz está relacionada com a composição do óleo, que contém carboidrato (10%), proteína (9,2%), minerais (0,7%, especialmente potássio) e vitaminas (niacina, tiamina e riboflavina) [3].

O óleo de macadâmia é altamente compatível com a pele humana, por isso é indicado em massagem para pele seca, que necessita de hidratação.

Macadâmia é indicada na dieta de colesterol pelo conteúdo rico em gorduras saudáveis, principalmente ácidos oleico (ômega-9) e palmitoleico (ômega-7)São bem conhecidos os benefícios do ácido oleico para a saúde. Tais benefícios estão intimamente relacionados com o sistema cardiovascular. Consumida de forma equilibrada, essa gordura ajuda a diminuir o colesterol ruim, reduzir processos inflamatórios e prevenir doenças cardíacas [5].

Um estudo avaliou durante 1 mês o efeito da macadâmia (40 a 90 g ao dia) sobre os níveis de colesterol em pacientes de 54 anos de idade com hipercolesterolemia. Os resultados mostraram que o grupo que ingeriu a porção diariamente teve diminuido seu colesterol total, especialmente os valores de LDL [5].

A noz macadâmia deve ser consumida com moderação, por conter quantidade elevada de ácido palmitoleico e ácido araquidônico (ômega 6), substâncias que elevam o mau colesterol quando consumidas em excesso. A quantidade diária recomendada de macadâmia está na faixa de 25 a 90 g. O ácido araquidônico é uma gordura saturada e como tal deve estar menos presente na dieta. Ao contrário, o ácido palmitoleico é monoinsaturado, porém em excesso pode se comportar como uma gordura saturada e exercer seus próprios efeitos sobre o aumento do mau colesterol e inflamação [5].

Alimentos ricos em ômega-9 como a macadâmia e outros frutos secos, têm demonstrado efeitos positivos quando introduzidos na dieta da obesidade. Embora pensa-se que estes alimentos sejam contraindicados devido ao seu alto valor calórico, estudos científicos têm mostrado que os óleos vegetais e nozes têm capacidade de saciar a fome e reduzir o apetite por mais tempo. Para conseguir os benefícios de forma completa, é preciso equilibrar o consumo moderado de macadâmia com um alimento saudável para o coração [5].

A gordura ômega-9 regula a inflamação no corpo, agindo em equilíbrio com ômega-3 e ômega-6. Quem sofre de inflamação externa (por exemplo, dermatite) ou interna (gastrite), pode se beneficiar do ômega-9, pois essa substância age como lubrificante e protetor da derme, ajuda a cuidar a pele danificada. Essa propriedade lubrificante é ingrediente essencial na dieta da constipação. Ômega-9 lubrifica os intestinos e melhora o trânsito intestinal [5].

As propriedades anti-inflamatórias podem ajudar a tratar diverticulite e colite ulcerativa. É comum que as pessoas que seguem um plano de perda de peso excluam todo o óleo em sua dieta, assim começam a aparecer problemas de constipação. Uma porção diária de noz de macadâmia pode ajudar a resolver este problema [5].

Nota.
Macadâmia não têm as mesmas propriedades do azeite de oliva, cujos efeitos saudáveis para a saúde cardiovascular não são apenas devido à sua composição de ômega-9, mas também pela presença de compostos fenólicos (principalmente hidroxitirosol, tirosol e oleuropeína). Esses componentes são potentes antioxidantes e protetores dos capilares sanguíneos, impedindo a fragilidade capilar e deterioração causada por colesterol acumulado nas artérias. Embora recomenda-se a macadâmia como alimento, deve ficar claro que o melhor óleo vegetal para completar a dieta é o azeite de oliva extravirgem
[5].

Outros usos [3]

  • Apicultura. O pólen da macadâmia é muito atraente para as abelhas, fornecendo forragem necessária para a produção de mel.
  • Combustível. Conchas de macadâmia podem ser usadas como combustível, gerando energia suficiente para secar áreas molhadas.
  • Tanino (corante). A cobertura verde das nozes contêm cerca de 14% de substâncias adequadas para curtimento de couro.
  • Sombreamento e abrigo. Forma sombra e excelente abrigo devido a espessura de suas folhas.
  • Corretivo de solos. A casca decomposta é comumente usada em substrato vegetal.
  • Ornamental. Tem boa forma simétrica, quando em plena floração reveste-se de flores branco-creme e rosadas, com cachos caídos.

 Referências

  1. SILVA, S.; TASSARA, H. Frutas Brasil. Empresa das Artes, São Paulo (SP), 2005.
  2. Australian Native Plants Society: Macadamia integrifolia - Acesso em 21 de fevereiro de 2016
  3. World Agroforestry Centre: Macadamia integrifolia - Acesso em 21 de fevereiro de 2016
  4. Interciencia (2002): Antracnosis en plántulas de macadamia causada por Glomerella cingulata - Acesso em 21 de fevereiro de 2016
  5. Botanical Online: Macadamia nuts properties - Acesso em 21 de fevereiro de 2016
  6. Imagem: © Forest & Kim Starr - Acesso em 21 de fevereiro de 2016
  7. The Plant List: Macadamia integrifolia - Acesso em 21 de fevereiro de 2016

GOOGLE IMAGES de Macadamia integrifolia - Acesso em 21 de fevereiro de 2016

Galeria: