Jenipapo

Nome científico: 
Genipa americana L.
Família: 
Rubiaceae
Sinonímia científica: 
Gardenia brasiliensis Spreng.
Partes usadas: 
Raiz, casca, fruto, semente.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Ácidos graxos, fitoesteroides (ergosta-4,6,22-trieno, 4,4-dimetil-colesta6,22,24-trieno, β-sitosterol, tremulona, campesterol e estigmasterol) e ácido cinâmico.
Propriedade terapêutica: 
Diurético, purgativa, vomitório, antiasmático, afrodisíaco, antianêmico.
Indicação terapêutica: 
Anemia, asma, icterícia, afeções do fígado e do baço, úlcera, diarreia.

Origem

Nativa das Américas do Norte e Sul. No Brasil ocorre desde a Amazônia até as partes quentes de Florianópolis.

Descrição [4]

Espécie arbórea, apresenta caducifolia nos meses de novembro e dezembro (quando os frutos estão verdes).

Folha simples, oblonga, 3 a 10 cm de largura e 10 a 50 cm de comprimento, com superfície e margens lisas. Apresentam-se agrupadas no extremo dos ramos. 

De formato campânula, as flores têm cor amarela, são perfumadas, reunidas em inflorescências terminais e sub terminais de 5 a 10 cm de comprimento.

Fruto baga de cor marrom, carnoso, pesa entre 200 a 400 g, fortemente aromático quando maduro. 

Semente de cor marrom com dispersão autocórica (aves, mamíferos, morcegos e peixes) e hidrocórica (rios).

Uso popular e medicinal

Na medicina popular o cozimento das cascas é tido como útil no combate a úlceras e diarreias. O suco do fruto tem fama de diurético e a raiz é purgativa.

Um preparado feito de 6 a 10 sementes esmagadas e emulsionadas em 200 cc de água é forte vomitório empregado com sucesso no litoral do Espírito Santo (Brasil). 

O fruto é rica fonte de ferro e riboflavina e segundo alguns autores contém uma substância antibiótica [2].

A polpa adocicada é utilizada para fabricar licores, vinhos e compotas, sendo indicada contra anemia, asma, icterícia, afeções do fígado e do baço [4].

Outras propriedades reconhecidas do fruto: antiasmático, afrodisíaco, antianêmico e diurético.

Foi feita uma avaliação fitoquímica e farmacológica dos frutos de Genipa americana. Segundo a autora, seu trabalho oferece maior conhecimento sobre a natureza dos metabólitos secundários presentes no jenipapo e suas possíveis propriedades funcionais. No extrato obtido de frutos maduros, secos e moídos foram identificados ácidos graxos, fitoesteroides (ergosta-4,6,22-trieno, 4,4-dimetil-colesta6,22,24-trieno, β-sitosterol, tremulona, campesterol e estigmasterol) e ácido cinâmico.

Na avaliação da atividade antimicrobiana, o óleo essencial de jenipapo exibiu uma potente atividade contra todos os microrganismos testados: amplo espectro de ação sobre amostras bacterianas reconhecidamente resistentes a antibióticos sintéticos como é o caso do Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Enterococcus faecium resistente à vancomicina, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa [1].

 Dedicado a Valdecir Vieira

 Referências

  1. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 2008): Avaliação fitoquímica e farmacológica de Genipa americana - Acesso em 5 de agosto de 2018
  2. SOUZA, J. S. I; PEIXOTO A. M.; TOLEDO, F. F. Enciclopedia Agrícola Brasileira. Editora USP (EDUSP), São Paulo. 1995.
  3. Scientia Agricola (1998): Caracterização química e física do jenipapo armazenado - Acesso em 5 de agosto de 2018
  4. Instituto de Estudos e Pesquisas Florestais (IPEF): Identificação de espécies florestais - Acesso em 5 de agosto de 2018 
  5. Imagem: Wikimedia Commons (Autor: João de Deus Medeiros) - Acesso em 5 de agosto de 2018
  6. The Plant List: Genipa americana - Acesso em 5 de agosto de 2018

GOOGLE IMAGES de Genipa americana - Acesso em 5 de agosto de 2018

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