Azeitona-do-mato

Nome científico: 
Vitex polygama Cham.
Sinonímia científica: 
Casarettoa mollissima Walp.
Família: 
Lamiaceae
Partes usadas: 
Folha.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleos essenciais: sesquiterpenos (δ-cadineno e β-cariofileno), monoterpenos (α-pineno, β-pineno); flavonoides.
Propriedade terapêutica: 
Depurativo, antirreumático, emenagogo.
Indicação terapêutica: 
Pedra nos rins.

Origem
Nativa do Brasil.

Descrição [1,2]
Espécie arboreo-arbustivo, alcança de 2 a 12 m, ramos alternos, dilatados, com cicatrizes nos nós, com pêlos ferrugíneos. Folhas compostas pentadigitadas ou ternadas, sendo maior o folíolo do meio. 

Flores geralmente hermafroditas com 2 cm de diâmetro, possuem cinco pétalas das quais 4 são esbranquiçadas e uma difere das demais por ser maior e ter coloração lilás. Inflorescência compacta com brácteas lanceoladas. Fruto drupa, com cálice estrelado, glabro e em forma de cereja. 

Uso popular e medicinal 

Usado medicinalmente nas formas de infuso, decocto, tintura ou extrato fluido. Tem ação depurativo e antirreumático. Em sua constituição química são encontrados óleos essenciais sesquiterpenos (δ-cadineno e β-cariofileno), óleos essenciais monoterpenos (α-pineno, β-pineno) e flavonoides (nos frutos e nas folhas) [1].

Em seus galhos são encontradas substâncias estimulantes da síntese proteica que já é empregada em fórmulas comercializadas. Galhos, folhas e frutos são tradicionalmente utilizados como emenagogo  e diuréticos contra pedras nos rins. Contém ainda substâncias com potente ação anti-inflamatória e antioxidante [2].

 Dosagem indicada [1]

Depurativo, antirreumáticoUsar 3 folíolos maiores em 300 ml de água. Tomar 1 xícara, 2 a 3 vezes ao dia. O efeito in vitro do extrato rico em flavonoides da planta atuou contra o vírus de herpes simples tipo l resistente ao aciclovir.

Outros usos [2]
Durável e pesada, a madeira é utilizada para cabo de ferramentas e reio para animais. Na construção civil é empregada em acabamentos internos e caibros. Usada como ornamental na arborização pública e jardins.

 Colaboração

  • Dora Aguiar (Florianópolis, SC), 2015.

 Referências

  1. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  2. Horto Botânico (Museu Nacional UFRJ - 2015): Vitex polygama - Acesso em 16 de agosto de 2015
  3. Imagem: Instituto de Biociências (USP): Laboratório de Ecologia de Florestas Tropicais - Acesso em 16 de agosto de 2015
  4. The Plant List: Vitex polygama - Acesso em 16 de agosto de 2015

GOOGLE IMAGES de Vitex polygama - Acesso em 16 de agosto de 2015

 

Galeria: