Arnica-do-cerrado

Nome científico: 
Lychnophora ericoides Mart.
Família: 
Compositae
Sinonímia científica: 
Vernonia pinaster (Mart.) Less.
Partes usadas: 
Raiz, folha, inflorescência.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Ácidos cafeoilquínicos, vicenina-2
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante.
Indicação terapêutica: 
Machucado, contusão.
tags: 

Origem
Planta endêmica no Brasil com distribuição restrita ao bioma cerrado dos estados Bahía, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.

Descrição [2,3]
Arbusto com ramos lanosos, alternos com cicatrizes triangulares, alcança até 3 m. Raiz rizoma, folhas simples, alternas, linear. Inflorescência glomérulos (haste curta, agregadas como se fosse um novelo), capítulos cilíndricos com 3 a 5 flores. Flores lilás a púrpura. Fruto aquênio.

Uso popular e medicinal [1]
Resultados de ensaios farmacológicos mostram que as propriedades farmacológicas estão distribuidas em partes distintas da planta. As raizes são predominantemente analgésicas e as folhas são tanto analgésicas quanto anti-inflamatórias.

Estudos fitoquímicos apontam que o gênero Lychnophora acumula triterpenoides, derivados do cariofileno e alfa-humuleno, lactonas sesquiterpênicas, lignanas, fenilpropanoides (ácidos cafeoilquínicos) e flavonoides. Devido ao amplo uso pela população, L. ericoides é reconhecida como a mais comercializada do gênero. Pequenas empresas vendem extratos alcoólicos e hidroalcoólicos de suas folhas, inflorescências e raízes para fins analgésicos, anti-inflamatórios e cicatrizantes. 

Estudos farmacológicos com L. ericoides verificaram em modelo de contorção abdominal induzida por ácido acético em camundongos, as atividades analgésicas das lignanas cubebina e metil-cubebina extraídas do extrato de média polaridade (diclorometânico) das raízes do vegetal. Foi isolada a lactona sesquiterpênica (LST) centraterina a partir do extrato de lavagem das folhas com diclorometano e a LST goiasensolido de cultura de calos. A literatura relata que estas duas LSTs apresentam atividade anti-inflamatória in vitro, estando entre as mais potentes na inibição do fator transcricional central da inflamação, o fator nuclear KB (NF-KB).

 Colaboração: Ana Lúcia Teixeira de Lima Mota, Bióloga (São Paulo, SP)

 Referências

  1. SANTOS, Michel David dos. Lychnophora ericoides: avaliação farmacológica e considerações sobre o metabolismo oxidativo das substâncias bioativas. 2006. Tese (Doutorado em Produtos Naturais e Sintéticos) - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006. doi:10.11606/T.60.2006.tde-14052007-084032 - Acesso em 11 de agosto de 2019
  2. Portal do Turismo de Pirenópolis (Herbário Didgital): Lychnophora ericoides - Acesso em 11 de agosto de 2019
  3. Flora do Brasil: Lychnophora ericoides - Acesso em 11 de agosto de 2019
  4. Imagem: Ana L. T. L. Mota
  5. The Plant List: Lychnophora ericoides - Acesso em 11 de agosto de 2019

GOOGLE IMAGES de Lychnophora ericoides - Acesso em 11 de agosto de 2019

 

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