Arapari

Nome científico: 
Macrolobium acaciifolium (Benth.) Benth.
Família: 
Leguminosae
Sinonímia científica: 
Vouapa acaciaefolia (Benth.) Kuntze
Partes usadas: 
Sementes, partes aéreas.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Ácidos palmítico, linoleico, lignocérico, mirístico, eicosenóico, presenças ocasionais de esteroides (principalmente γ-sitosterol).
Propriedade terapêutica: 
Antioxidante.

Nome em outros idiomas

  • Espanhol: espinito, arepito (Venezuela); huarango, cutanga (Equador), pashaco, aguano pashaco (Peru) 

Origem
M. acaciifolium é nativa da Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela

Descrição [4,5]
Espécie arbórea, atinge altura de 30 a 40 m com diâmetro de tronco de 100 cm. Desenvolve tronco reto e cilíndrico sem contraforte, livre de ramos até a metade do comprimento total da árvore.

Ocorre naturalmente ao longo das margens de rios e lagos em áreas inundáveis temporárias.

Uso popular e medicinal [1,2,3]

Os principais usos desta espécie são o extrato das partes aéreas como antioxidante, o aproveitamente do óleo das sementes pela indústria e a madeira para diversos fins, incluindo a confecção de biojóias.

Um trabalho avaliou 1.260 extratos obtidos de plantas da região da Amazônia e da Mata Atlântica quanto ao potencial antioxidante e quanto à presença de algumas classes químicas, usando técnicas de cromatografia em camada delgada, dentre os quais o extrato de partes aéreas de Macrolobium acaciifolium.

Foi realizado um estudo prospectivo da potencialidade de sementes de 11 espécies de Leguminosae da Amazônia Central, visando a exploração industrial. Em termos da espécie em questão, foi determinada por cromatografia em fase gasosa a constituição lipídica das sementes, sendo encontrados ácido palmítico (31,4%), ácido linoléico (23,4%), ácido lignocérico (tetracosanóico - 9,30%), traços de ácido mirístico, ácido eicosenóico (3,75%) e presenças ocasionais de esteroides (principalmente γ-sitosterol - 9,95%).

A caracterização dos óleos das sementes de espécies de Leguminosae abre caminho para descoberta de matérias-primas em aplicações variadas nos campos farmacêuticos, alimentícios, cosméticos e industrial em geral, além de contribuir com a geração de tecnologias que suportam a economia e a preservação da diversidade vegetal da região amazônica.

Um aproveitamento recente do potencial desta espécie é na forma de biojóias, compondo bijuterias e adornos. Arapari tem os frutos muito apreciados no artesanato na confecção de colares, abajures, cortinas, brincos etc..

 Dedicado a Antônio dos Santos (Manaus, AM).

 Referências

  1. Universidade Paulista (UNIP, 2015): Avaliação da atividade antioxidante de plantas coletadas na Floresta Amazônica e Mata Atlântica - Acesso em 27 de maio de 2018
  2. Revista FITOS (2006): Estudo prospectivo de Leguminosas da Amazônia Central. Composição química dos óleos das sementes - Acesso em 27 de maio de 2018
  3. Centro Científico Conhecer (Enciclopédia Biosfera, 2011): Levantamento do potencial de aproveitamento das Leguminosas no distrito da Barreira do Andirá (Barreirinha, AM) - Acesso em 27 de maio de 2018
  4. Encyclopedia of Life: Macrolobium acaciifolium - Acesso em 27 de maio de 2018
  5. International Tropical Timber Organization (ITTO, Lesser used species): Arapari - Acesso em 27 de maio de 2018
  6. Image: Atrium Biodiversity Information System - Acesso em 27 de maio de 2018
  7. The Plant List: Macrolobium acaciifolium - Acesso em 27 de maio de 2018

GOOGLE IMAGES de Macrolobium acaciifolium - Acesso em 27 de maio de 2018

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