Aranto

Nome científico: 
Kalanchoe daigremontiana Raym.-Hamet & H. Perrier
Família: 
Crassulaceae
Sinonímia científica: 
Não há segundo o sistema de classificação APG III
Partes usadas: 
Folha, flor.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Antocianinas (delfinidina, cianidina e pelargonidina), fenóis, flavonas, catequinas, esteroides.
Propriedade terapêutica: 
Antioxindante
Indicação terapêutica: 
Úlcera gástrica, cálculo renal, artrite reumatoide, infecção bacteriana e viral, doença de pele, ação anti-câncer.

Origem

Planta originária da África e bem adaptada no Brasil.

Descrição [4]
Planta suculenta, pode atingir até 1 m de altura. Apresenta folha lanceolada que chega a 15-20 cm comprimento e cerca de 3,2 centímetros de largura.

Tem coloração verde médio e meio acinzentado acima das folhas e com manchas roxas embaixo. A planta possui vários nós com 2 ou 3 folhas em cada nó. As folhas da parte superior da plantas tendem a desenvolver desproporcionalmente, fazendo com que a haste principal dobre para baixo. Pode passar por um longo período de floração..

Uso popular e medicinal

Planta de amplo uso na medicina tradicional, por exemplo no tratamento de úlcera gástrica, cálculo renal, artrite reumatoide, infecção bacteriana e viral, doenças de pele e ação anti-câncer. No Brasil é bem utilizada no Estado do Maranhão.

Acredita-se que as propriedades dessa espécie sejam devidas à presença de substâncias bioativas com capacidade antioxidante.

Um experimento com extratos de folhas e flores identificou a presença de compostos antocianinas (delfinidina, cianidina e pelargonidina). Segundo os autores, tais extratos mostraram efeito antioxidante promissor significativo nas folhas e flores, comparável ao demonstrado pelo ácido ascórbico, e que a espécie pode ser explorada como fonte de substâncias bioativas para aplicação como aditivos na indústria alimentícia, cosmética ou farmacêutica [2].

Testes fitoquímicos realizados nas folhas secas de aranto resultaram positivo para fenóis, flavonas, catequinas e esteroides [1].

Apesar do uso caseiro, do potencial terapêutico em uma gama de doenças inclusive ação contra o vírus da herpes, aranto ainda não deve ser visto como tratamento de tumores e câncer, pois não existem pesquisas que comprovem a atividade e a segurança da planta em seres humanos [3].

 Dedicado Anatole Carvalho Inhota (Barretos, SP) 

 Referências

  1. 58o Congresso Brasileiro de Química (2018): Perfil fitoquímico do extrato aquoso das folhas da planta aranto - Acesso em 28 de abril de 2019
  2. Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde: Kalanchoe y su potencial uso como fuente de antioxidantes y colorantes naturales - Acesso em 28 de abril de 2019
  3. Editora Abril: Aranto mata células do câncer e pode servir de tratamento? Não é bem assim - Acesso em 28 de abril de 2019
  4. SL Flores & Cia: Kalanchoe daigremontiana - Acesso em 28 de abril de 2019
  5. Image: Wikimedia Commons (Author: Onjacktallcuca) - Acesso em 28 de abril de 2019 
  6. The Plant List: Kalanchoe daigremontiana - Acesso em 28 de abril de 2019

GOOGLE IMAGES de Kalanchoe daigremontiana - Acesso em 28 de abril de 2019

 

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