Algodãozinho-do-cerrado

Nome científico: 
Cochlospermum regium (Schrank) Pilg.
Família: 
Bixaceae
Sinonímia científica: 
Maximilianea regia var. mattogrossensis (Pilg.) S.F.Blake
Partes usadas: 
Raiz, casca.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Excelsina, esteroide, ácido p-hidroxicinâmico estearato, naringenina
Propriedade terapêutica: 
Analgésico, anti-inflamatório, antinociceptiva, antimicrobiana, antipirética, antidisentérico, purgativo.
Indicação terapêutica: 
Inflamação uterina, regular menstruação, albumina na urina, depurativo de sangue, reumatismo, prisão de ventre, prostatite, dores diversas, febre, gastrite, afecção da pele.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: yellow cotton tree

Origem

Cerrado da América do Sul (Brasil, Bolívia, Paraguai).

Descrição [1]

Arbusto de até 4 m de altura, com profundas ramificações subterrâneas, córtex avermelhado, ramos cilíndricos. Folhas simples, alternas, tri a pentalobadas, lobos obovados, acuminados, cerca de 7,5 cm de comprimento por até 10,0 cm de largura.

Inflorescência terminal, paniculada, em geral com até 15 flores amarelo-douradas, vistosas.

Fruto capsular, loculicida, seco quando maduro, deiscente.

Sementes reniformes, de testa lisa, crustácea, numerosas, castanho-escuras, densamente tomentosas, pêlos alvos, sedosos, longos. Devido a essa característica derivou o nome popular "algodãozinho".

Uso popular e medicinal

Comunidades em áreas de cerrado do Brasil usam a raiz e a casca para fins medicinais. Parte mais utilizada, a raiz é colocada em vinho branco para inflamações uterinas.

O chá da raiz, preparado juntamente com a entrecasca de barbatimão e de jatobá, serve como regulador menstrual. O pó da raiz, adicionado à água, é indicado como antidisentérico.

Vários autores afirmam que a raiz é purgativa, contra albumina na urina, que o chá preparado com a casca é usado como depurativo do sangue e a casca é usada em reumatismo e prisão de ventre.

As sementes contêm um óleo irritante [1].

Levantamento etnobotânico e etnofarmacológico realizado no Estado de Tocantins demonstrou que esta planta é utilizada no tratamento de várias enfermidades, sendo as mais frequentes inflamação ginecológica e renal, prostatite, dores diversas, febre, gastrite e afecção de pele.

Análises fitoquímicas feitas em extratos macerados das raizes nos solventes hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol identificaram as seguintes substâncias: excelsina, um esteroide, ácido p-hidroxicinâmico estearato e naringenina (flavanona comum no gênero Cochlospermum) [3].

É empregada na medicina popular como analgésico, anti-inflamatório e anti-infeccioso. Estudos farmacológicos comprovaram as atividades antinociceptiva, antimicrobiana e antipirética justificando a sua utilização na terapêutica [2].

 Dedicado a Jacira Corrêa Sarate Silva (Mato Grosso)

 Referências

  1. Universidade Federal de Mato Grosso: Cochlospermum regium - Bixaceae
  2. Visão Acadêmica (Universidade Federal do Paraná, 2014): Anatomia foliar de algodãozinho-do-cerrado
  3. Antunes, M. N. (2009). Constituintes químico de Cochlospermum regium
  4. Image: Wikimedia Commons (Author: Bernard Dupont)
  5. The Plant List: Cochlospermum regium

GOOGLE IMAGES de Cochlospermum regium