Rubim

Nome científico: 
Leonotis nepetifolia (L.) R.Br.
Sinonímia científica: 
Phlomis nepetifolia L.
Família: 
Lamiaceae
Partes usadas: 
Planta inteira em floração
Princípio ativo: 
Diterpenos-methoxynepetofolin, ácido labdalênico e alênico, nepetaefolinol, leonotina, leonotinina; cumarinas, óleos essenciais com a presença de lactonas sesquiterpênicas, flavonóides, glicosídeos, triterpenóides e cafeína, compostos como ácido linoleico
Propriedade terapêutica: 
Tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica.
Indicação terapêutica: 
Bronquite crônica, tosses, asma brônquica, elefantíase, hemorragias uterinas, dores reumáticas, contusões, inflamação urinária, eliminação de ácido úrico.

Nomes em outros países e idiomas

  • Inglês: lion´s-ear, lion´s tail
  • Francês: gros bouton, gros tête
  • Espanhol: cordón de fraile, orechio del leone, molinillo
  • Alemão: löwenohr
  • Argentina: matico
  • Porto Rico: rascamono

Características gerais
Planta sub-arbustiva de caule herbáceo, ereta, pouco ramificada, caule quadrangular, mede de 0,80 a 2 m de altura. Folhas membranáceas, simples, opostas, longo-pecioladas, de face inferior cor verde-esbranquiçada.

Flores labiadas de cor alaranjada, com sépalas terminadas em ponta aguda e áspera, reunidas em inflorescências globosas axilares distribuídas ao longo da haste, lembrando um cordão com nós usados por frades.

Considerada como erva daninha, prefere locais como campo, pastagens e beira de estradas. Floresce entre janeiro e maio. Sua distribuição é pantropical e possui 15 espécies tropicais.

Estrutura morfológica
O caule, de seção transversal quadrangular, apresenta epiderme simples com pêlos simples, pluricelulares, pêlos capitados com função glandular. Estômatos muito proeminentes, que se relacionam com o parênquima cortical rico em conteúdo lipídico, glicídico, amilífero. O tecido condutor está organizado em feixes colaterais com maior desenvolvimento nos vértices caulinares.

Uso medicinal
Planta muito utilizada como tônica, estimulante, diurética, febrífuga, sudorífica, carminativa, antiespasmódica, indicada nos casos de bronquite crônica, tosses, asma brônquica, elefantíase, hemorragias uterinas, dores reumáticas, contusões. É considerada eficiente nos casos de inflamação urinária e auxilia a eliminação de ácido úrico.

Nativos das Guianas empregam suas inflorescências para estimular a secreção da bile (ação colagoga) e melhorar a digestão.

Na região amazônica aplica-se um macerado da planta no local lesado para aliviar a dor da contusão e cicatrização.

Em outros locais (Vale do Ribeira), a infusão das folhas é usada internamente para gripes, reumatismo, hipotensão, distúrbios do estômago, dores de barriga e também como cicatrizante.

 Uso popular e dosagem indicada
A tradição popular também utiliza a planta de várias formas. No Ceará, o xarope das flores é indicado para problemas digestivos. Em Minas Gerais, a planta florida é usada para fraqueza geral, inflamações broncopulmonares, expectorante e úlceras. No Rio Grande do Sul, o chá da planta toda é tomado duas vezes ao dia para reumatismo, e uma xícara ao dia por dois dias como antitérmico e abortivo. No Mato Grosso o sumo da raiz amassada é usada para combater a maleita.

Propriedades farmacológicas
Em trabalhos publicados, foram encontrados no rubim atividades broncodilatadoras, anti-depressiva e espasmolíticas, porém não foram observadas atividades antiinflamatórias e diuréticas, ação antimicrobiana e nem antialérgica. Contudo, em 1995 um pesquisador da Universidade de Antioquia em Santo Domingo no artigo "Hacia uma farmacopea caribeña", comprovou uma atividade antiedematogênica e antimicrobiana com Bacillus subtilis e Staphylococcus aureus.

Foi constatada atividade antifúngica para dois fungos do tipo queratinófilo, Microsporum gypseum e Trichophyton terrestre pelo fitoquímico nepetaefolinol. Estudos feitos em animais de laboratórios do chá e do extrato hidroalcoólico provocaram um relaxamento da musculatura lisa, aumento da força de contração do coração (in vitro).

 Confusões de espécies

Outras plantas recebem os mesmos nomes populares. É necessário saber o nome científico da espécie e principais usos. A toxicidade de cada espécie também é muito importante para não correr riscos de saúde.

Duas espécies da família Lamiaceae recebem o mesmo nome: a espécie Leonorus sibirucus L., conhecida como rubim, macaé, erva-das lavadeiras, marroio, cordão-de-são-francisco; e a Leucas martinicensis R. Br., conhecida como cordão-de-frade, catinga-de-mulata, cordão-de-são-francisco, pau-de-praga.

Curiosidade
Planta melífera, atrae abelhas, pássaros e borboletas. O nome do gênero Leonotis foi descrito inicialmente por Christian Persoon e significava "orelha de leão" por causa do lábio da corola ser grande.

   Uso culinário
Na culinária, as folhas do rubim são usadas em saladas.

 Cuidado
Mulheres gestantes devem evitar o uso interno desta planta devido possível ação abortiva.

 Colaboração

  • Ana Lúcia T. L. Mota, Bióloga, São Paulo (SP), abril de 2004.

 Referências

GOOGLE IMAGES de Leonotis nepetifolia

Galeria: