Rosa-mosqueta, rosa-canina

Nome científico: 
Rosa canina L.
Sinonímia científica: 
Rosa acanthina D‚s‚gl. & Ozanon
Família: 
Rosaceae
Partes usadas: 
Frutos, casca do fruto e óleo das sementes.
Princípio ativo: 
Casca do fruto: vitamina C, caroteno, aminoácidos, sais minerais, ácidos orgânicos, tanino, pectina. Óleo das sementes: ácidos graxos (oleico, linoleico, linolênico, palmítico, esteárico, mirístico, palmitoleico, tretinoína); cetonas.
Propriedade terapêutica: 
Diurética, laxante, adstringente, aumenta a imunidade na convalescença e infecções respiratórias de repetição, protege a pele submetida a radioterapia.
Indicação terapêutica: 
Casca do fruto: diarreias, afecções respiratórias, espasmos e inflamações gástricas, desordens metabólicas como a gota, afecções urinárias e da bexiga, lítiase renal.

Nome em outros idiomas

  • Inglês:dog rose, briar hip, brier rose, hip tree, wild brier, wild rose 
  • Alemão: heckenrose, hunds-rose, buschrose, hagebutte, wilde heckenrose
  • Francês: rosier des chiens, rosier des haies, églantier des chiens
  • Espanhol: rosal silvestre

Origem
É natural da Ásia como a rosa gálica e destas duas descendem todas as espécies cultivadas. Foi trazida para o Chile pelos conquistadores espanhóis e hoje cresce espontaneamente nas encostas dos Andes. Seu uso medicinal data da Roma antiga. É encontrada no Brasil como ornamental, sendo os países andinos os maiores produtores do óleo.

Descrição botânica
Planta semelhante às outras espécies de rosa, diferindo apenas e basicamente na flor, é sempre rosada e tem poucas pétalas. A planta em si é mais rústica e mais ramosa. Arbusto ramoso de 1 a 3 m de altura, de talos armados de aguilhões curvos e recurvados, suas flores, sustentada por estacas individuais, formam como se fossem urnas, em cuja borda superior nascem cinco pétalas desiguais, umas com barbas ou lacínias e outras não.

As flores são sucedidas por um fruto escarlate, inodoro, de sabor ácido, que é aumentado pela ação da geada. Esse fruto consiste no tubo desenvolvido do caule, dentro de cuja estrutura há várias cavidades onde se encontram as frutas verdadeiras, que devem ser removidas com cuidado para delas se extrair o óleo.

Uso popular e medicinal - Óleo das sementes

Devido a sua composição seu uso é especialmente útil nos produtos de efeito antioxidante, promovido por estresse oxidativo ou pela radiação solar. Revitaliza a pele. Possui forte poder regenerador dos tecidos, de grande utilidade para o tratamento de queimaduras, cicatrização de suturas, redução de cicatrizes antigas, feridas mamilares, queloides, assaduras, ulcerações, psoríase e ictiose.

É uma excelente forte de vitamina C. Rancifica rapidamente.

É amplamente usado em tratamentos dermatológicos de cicatrizes antiestéticas, hipertróficas e hipercrômicas. Em cosméticos, atenua linhas de expressão, rugas e mantém a hidratação da pele. Suas propriedades naturais garantem resultados efetivos nos tratamentos de foto-envelhecimento - manchas causadas pela excessiva exposição ao sol; cicatrizes cirúrgicas e queloides; escaras produzidas pela psoríase; cicatrizes provocadas por queimaduras; cicatrizes de acne; pele seca e eczemas.

Quando 100% puro e concentrado, penetra até as camadas mais profundas da pele, fazendo com que a reconstituição do tecido da pele ocorra de maneira integral e intensa. Sua mais famosa propriedade, a de atenuar cicatrizes e apagar certos tipos de manchas, deve-se à ação do ácido transretinóico, que aumenta a velocidade de regeneração dos tecidos ativando os fibroblastos - fabricantes de fibras sustentadoras como o colágeno.

Por ser cicatrizante, é indicado no tratamento de queimaduras e das alterações da pele causadas pela radioterapia.

Usado diariamente, o óleo de rosa-mosqueta ajuda a prevenir estrias.

 Colaboração

  • Rubem Regateiro, Massoterapeuta (Belém, PA), julho de 2014.

 Referências

GOOGLE IMAGES de Rosa canina

Galeria: