Quiláia

Nome científico: 
Quillaja saponaria Molina
Sinonímia científica: 
Quillaja poeppigii Walp.
Família: 
Quillajaceae
Partes usadas: 
Flores e a casca do caule.
Princípio ativo: 
Ácido ascórbico, ácido quiláico, amido, oxalato de cálcio, quilaína, tanino e sacarose.
Propriedade terapêutica: 
Adstringente, antiinflamatório, antimicrobiano, cicatrizante, emulsificante, expectorante, antisseborréico, tensoativo.
Indicação terapêutica: 
Tônico capilar, infecções vaginais, afecções cutâneas, feridas e psoríase, asma e bronquites catarrais, males que afetam o estômago.

Nota do Administrador
A Quillaja saponaria Molina é referida em muitos trabalhos como pertencente a família Rosaceae. No entanto estamos registrando aqui a família Quillajaceae, conforme consta em Angiosperm Phylogeny Group, o novo sistema de classificação APG III, que leva em conta os recentes avanços, descobertas e interpretações.

Nome em outros países e idiomas

  • Portugal: timboúva
  • Panamá: quilaia
  • Inglês: panama bark, soap tree, soapbark, cullay
  • Alemão: chilenischer seifenbaum, seifenbaum, seifenrinden, seifenrindebaum, panamaholz
  • Francês: écorce de quillaya
  • Italiano: scorza di panama
  • Espanhol: quillaja, quillay

Origem
Árvore nativa do Chile.

Curiosidade
O gênero Quillaja (tem apenas três espécies, todas nativas da América do Sul) foi descrito pela primeira vez pelo jesuíta chileno Juan Ignacio Molina por volta de 1770. Estava residindo na Itália depois de ter sido exilado do Chile juntamente com muitos outros jesuítas, pela monarquia espanhola.

Características
É uma árvore de médio porte, ciclo perene, com ramos pubescentes, que mede até 18 m de altura. As folhas são coriáceas, medindo até 5 cm de comprimento, com as extremidades denteadas, obtusas ou subagúdas.

As flores são esbranquiçadas, medindo até 1 cm de diâmetro, dispostas geralmente em pequenos corimbos terminais, bem solitários ou sobre pedúnculos com até 5 flores. Os folículos são estrelados, tomentosos, com até 3 cm de diâmetro, contendo numerosas sementes aladas.

Uso medicinal
A quiláia tem vários usos. A árvore atrai insetos úteis como a joaninha e por essa razão é plantada nas casas. Atrai abelhas no final da primavera. A casca contem compostos de saponina, um tipo de sabão, com um certo número de propriedades medicinais. A planta foi historicamente utilizada como um anti-inflamatório, com propriedades antimicrobianas.

Uso externo. As flores em infusão, para banhos, nas infecções vaginais, leucorréia e dores reumáticas crônicas. A casca do caule macerada, para banhos, nas afecções cutâneas, feridas e psoriase.

Uso interno. A casca do caule, em decocção, para debelar males do sistema respiratório, como asma e bronquites catarrais e como estimulante da mucosa gástrica nos males que afetam o estômago.

Outros usos
A casca do caule da quiláia é aproveitada pela indústria de cosméticos capilares, devido à ação antisseborréica que seus princípios ativos oferecem. Tem interesse também na pesquisa biológica.

 Cuidado
Deve ser evitado o uso interno por gestantes e nutrizes. De modo geral, o uso interno deve ser feito sempre sob supervisão médica.

 Colaboração

  • João Luiz Dias, arquiteto aposentado pelo Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET/PA). Setembro de 2006.

 Referências

  • BALMÉ, F. Plantas Medicinais. Hemus Editora Ltda. São Paulo (SP).
  • COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. Ed. CEJUP. Belém (PA).
  • CONCEIÇÃO, M. As Plantas Medicinais no Ano 2000. TAO Editora. São Paulo (SP).
  • LAINETTI, R.; BRITO, N. R. S. A Saúde pelas Plantas no Mundo Inteiro. Ed. Technoprint. Rio de Janeiro (RJ).
  • Trade Winds Fruit
  • The Plant List
  • Imagem: ChileBosque (Fotógrafos: Juan Pablo Gabella e Diego Alarcón)
  • Imagem: ChileFlora (Fotógrafo: Michail Belov)

​GOOGLE IMAGES de Quillaja saponaria

Galeria: