Pepino

Nome científico: 
Cucumis sativus L.
Sinonímia científica: 
Cucumis esculentus Salisb.
Família: 
Cucurbitaceae
Partes usadas: 
Sementes, fruto.
Princípio ativo: 
Cucurbitacina, saponina, hipoxantina, carbohidratos, proteína, fibras, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, ferro, zinco), caroteno e vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina, ácidos fólico e ascórbico).
Propriedade terapêutica: 
Calmante, refrescante, mineralizante, estimulante,. antihelmíntica (sementes).
Indicação terapêutica: 
Gota, artrites, reumatismo, problemas renais e do coração. É um ótimo tônico para o fígado, vesícula e rins. Pelo seu alto teor de enxofre, é essencial para a pele, cabelos e unhas.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: cucumber, gherkin, garden cucumber, apple cucumber 
  • Francês: concombre, cornichon
  • Espanhol: pepino
  • Alemão: gurke

Origem
Acredita-se que o pepino seja originário do sul da Ásia, sopé do Himalaia. É cultivado na Índia, leste do Irã e China desde tempos remotos. A China é considerada um centro secundário de diversificação genética. Pepino foi introduzido na América por viajantes e exploradores adiantados. Atualmente pepino é cultivado em todo o mundo e facilmente encontrado em quitandas, feiras, mercados e supermercados. 

Descrição
É uma hortaliça anual de caule flexível com gavinhas. Pode crescer rastejando pelo chão ou como trepadeira, se encontrar suporte. Suas flores são amarelas e divididas, na mesma planta, em um grupo de masculinas e femininas. As abelhas são muito importantes para a polinização e produção.

Os frutos são ovalados e compridos e tem a casca lisa ou enrugada, conforme a variedade. Quando estão maduros, ficam amarelados.

Curiosidade
Era apreciado pelos israelitas durante o seu cativeiro no antigo Egito e foi citado no texto bíblico referente a travessia do deserto comandado por Moisés. Os antigos hebreus gostavam de comer seus frutos em conservas, chamando de “pikkes” várias plantas desta família. Acredita-se que daí venha o nome de picles, muito consumido no Brasil, onde o pepino é cultivado desde o século XVI.

Uso popular e medicinal
Tem boas quantidades de vitaminas A, B, C e K e minerais de flúor, potássio, fósforo, cálcio, sódio, silício, enxofre, cloro, magnésio e ferro. É um alimento calmante, refrescante, mineralizante e estimulante.

Tem grandes “virtudes” terapêuticas: é conhecido como um dos melhores diuréticos naturais, por isso é recomendado para os que sofrem de gota, artrites, reumatismo, problemas renais e do coração.

É um ótimo tônico para o fígado, vesícula e rins. Pelo seu alto teor de enxofre, é essencial para a pele, cabelos e unhas.

A parte comestível é cerca de 85 % quando descascada. Sementes do nucelo (a porção central do óvulo de certas plantas) contêm cerca de 42% de óleo e 42% de proteína. 

Em Cucumis sativus ocorre a cucurbitacina na folhagem e frutos. Cucurbitacina é uma substância secundária pertencente ao grupo dos terpenóides tetracíclicos oxigenados, apresenta sabor amargo aos seres humanos e cumpre a função evolutiva de proteger a planta contra o ataque de herbívoros.

Como resultado da criação de animais, cultivares modernas não são amargas. A presença de uma saponina e de um alcalóide hipoxantina ligeiramente venenoso podem explicar a propriedade antihelmíntica da semente.

Cucurbitacinas são reconhecidas principalmente como os princípios tóxicos das plantas da família Cucurbitaceae, estando presentes em algumas outras espécies dessa família igualmente usadas na medicina popular brasileira como a "buchinha" (Luffa operculata), "taiuiá" (Wilbrandia ebracteata) e "nhandiroba" (Fevillea trilobata).

O grande interesse que essas substâncias têm despertado está relacionado principalmente à sua toxicidade e ao seu amplo espectro de atividades biológicas. Esse assunto foi reportado em um trabalho científico que destacou as atividades citotóxica, antitumoral, antiinflamatória, antifertilizante, fago-repelente, hepatoprotetora, curativa e antimicrobiana como as mais significativas.

Os pepinos são consumidos crus ou em conserva (o termo em inglês "gherkin" significa "pepino em conserva"). Pepinos maduros crus trazem alívio aos indivíduos que sofrem de doença celíaca (quadro ao lado) e promovem a saúde da pele. Óleo comestível pode ser extraído a partir das sementes e utilizado para cozinhar. Pepinos não maduros podem ser cozidos e consumidos no tratamento de disenteria.  O que é doença celíaca?
A doença celíaca é causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces provocando, em portadores dessa doença, dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.

O fruto é valorizado na indústria cosmética, usado para suavizar a pele. Um cataplasma feito de pepinos pode ser aplicado em queimaduras e feridas abertas. 

As sementes podem ser usadas para expulsar vermes parasitas. O suco das folhas provocam vômito e ajudam a digestão.

Valor nutricional

As informações nutricionais encontram-se na tabela TACO da USP: Pepino, cru

Clima e solo
É uma planta muito sensível ao frio e não se desenvolve bem abaixo dos 15º C, nem tolera geadas. Prefere as temperaturas mais quentes, na faixa dos 22 aos 25º C. Em temperaturas altas e dias longos, o número de flores femininas diminui, reduzindo portanto o número de frutos. 

Adapta-se bem em solos areno-argilosos, leves, de acidez média a fraca, ricos em matéria orgânica e bem drenados.

Cuidado
As plântulas (embrião vegetal já desenvolvido, germinado, pequeno, geralmente formado por uma ou duas folhas) são tóxicas e não devem ser consumidas.

 Colaboração

  • Rosa Lucia Dutra Ramos, Bióloga (Porto Alegre, RS), junho 2010.

 Referências

GOOGLE IMAGES de Cucumis sativus