Pau-rosa

Nome científico: 
Aniba rosaeodora Ducke
Sinonímia científica: 
Aniba rosaeodora var. amazonica Ducke
Família: 
Lauraceae
Partes usadas: 
Folha, caule (madeira).
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Linalol.
Propriedade terapêutica: 
Afrodisíaco.
Indicação terapêutica: 
Acne, rugas e cicatrizes, ansiedade, estresse.

Origem
Árvore nativa da Amazônia. No Brasil ocorre nos estados da região Norte (Amapá, Pará, Amazonas). 

Nome em outros idiomas

  • Inglês: rosewood

Descrição [2]
Árvore de grande porte, podendo atingir até 30 m de altura por 2 m de diâmetro. Tronco reto, cilíndrico, com casca pardo-amarelada ou avermelhada que se desprende facilmente em grandes placas.

Folha obovada-elíptica ou lanceolada, com uma grande variação em tamanho. A superfície superior é glabra, coriácea e verde escura e a inferior levemente pubescente e amarela pálido. As folhas se distribuem-se alternadamente ao longo dos ramos menores ou se concentram em suas pontas.

Inflorescência em panícula sub-terminal com múltiplas flores localizadas nas axilas das brácteas caducas ou das folhas persistentes. A flor é hermafrodita, pequena (1,5 mm de comprimento). Fruto do tipo baga com uma cúpula. Semente ovóide, tegumento delgado, liso e opaco, quando seco é quebradiço.

Uso popular e medicinal
O uso principal do pau-rosa é o óleo com elevada concentração de um metabólito secundário, o linalol, substância fixadora de perfumes. É o principal ingrediente do famoso perfume francês Chanel No 5. Apesar do linalol estar presente em todas as partes da árvore, o óleo é basicamente extraído da madeira. Cortada em pequenos pedaços e triturada, a extração é feita por arraste a vapor, com um equipamento semelhante a uma imensa panela de pressão. Por esse processo, o vapor d’água passa pela planta extraindo, condensando e separando suas essências [1,2].

Na aromaterapia o óleo é muito utilizado em problemas de pele como acne, rugas e cicatrizes. Tem fama de ser afrodisíaco e combater a ansiedade e o estresse. Pode ser usado por qualquer pessoa, desde que seja diluído em algum óleo vegetal como o de semente de uva [3].

 Referências

  1. Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP): Pau-rosa (n5) - Acesso em 17 de maio de 2015
  2. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia (INPA): Pau-rosa - Acesso em 17 de maio de 2015
  3. Imagem (oleosessenciais.org): Óleo essencial de pau-rosa - Acesso em 17 de maio de 2015
  4. The Plant List: Aniba rosaeodora - Acesso em 17 de maio de 2015

GOOGLE IMAGES de Aniba rosaeodora - Acesso em 17 de maio de 2015

Galeria: