Mostarda

Nome científico: 
Brassica nigra (L.) K.Koch
Sinonímia científica: 
Brassica elongata var. longipedicellata Halácsy ex Formánek
Família: 
Brassicaceae
Partes usadas: 
Semente.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Alcalóide (sinapina), glucosídeo (sinigrina) e boa porção de glicose.
Propriedade terapêutica: 
Revulsivo, rubefaciente, antirreumático, emenagogo.
Indicação terapêutica: 
Problemas respiratórios, reumáticos, menstruais, neuragia.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: black mustard

Origem
Planta originária do Extremo Oriente (leste da Ásia, Ásia oriental).

Descrição [1,2]
Brassica nigra é uma planta anual, espontânea em toda a Europa, facilmente aclimatada e cultivada em outras latitudes.

Como característica, tem a parte inferior coberta por pelos que desaparecem a medida em que se afastam da base. As folhas inferiores são profundamente divididas e têm um lóbulo no sua terminação bem maior do que nas anteriores. Floresce em maio resultando em pequenas flores amarelas com quatro pétalas. Após a fertilização fornecem o fruto seco e indeiscente constituído de dois carpelos, denominado botanicamente como síliqua.

Em antigos registros a mostarda aparece sob a denominação de sinapi, derivando possivelmente daí o termo sinapismo ou cataplasma. Sinapismo diferencia-se de cataplasma por ser uma medicação preparada com água fria, enquanto cataplasma é feito com substâncias mucilaginosas e água quente.

Uso popular e medicinal [1,2]
A utilização da Brassica nigra como revulsivo é consagrada por antiga tradição. As sementes têm largo emprego medicinal, possuem um alcalóide (sinapina), um glucosídeo (sinigrina) e boa porção de glicose. A colheita dos grãos costuma ocorrer no verão, antes mesmo que eles estejam bem maduros, para evitar sua perda.

Na terapêutica apresenta-se sob a forma de pó ou farinha, quando então é utilizada como revulsivo. A sinigrina é o componente principal das sementes. Após sofrer hidrólise torna-se a chamada "essência de mostarda" (Oleum Sinapis aetereum [3]) que contém isotiocianato de alilo, um líquido oleoso, de incolor a amarelo claro, odor irritante, responsável pela ação extremamente rubefaciente.

Além de servir para sinapismos pode também ser usada em banhos e escalda-pés (pedilúvio). A essência obtida da mostarda é o conhecido "oleum sinapis aetereum" [3].

É normalmente utilizada topicamente em problemas reumáticos, doenças respiratórias, problemas menstruais e neuralgia. 

 Dosagem indicada [2]

Sempre uso externo.

Banho. Adicionar 150 g de farinha de mostarda em um saquinho e mergulhar em uma banheira com água quente.

Pedilúvio (ou banho de pés). Adicionar 25 g de farinha de mostarda em um litro de água. Utilizado popularmente para combater casos de neuralgia (dor que ocorre ao longo de um nervo lesionado).

Cataplasma. Preparar uma mistura de farinha mostarda diluída em água a 40 graus C e 3 partes de farinha de linhaça. Envolto em gaze, serve para condições respiratórias e problemas reumáticos. 

Cuidado [2]
Não deixe em contato com a pele por mais de 15 minutos, pois pode causar ulceração. Esta planta nunca deve ser usada por via oral por que provoca processos de gastroenterite, convulsões e até a morte por colapso cardiorrespiratório.

Outros usos [1]
A mostarda branca, erva também anual, tem seu cultivo destinado à indústria alimentícia, destacando-se que o glucosídeo nela encontrado é a sinalbina. Muitos povos costumam utilizar as folhas da mostarda na preparação de saladas.

 Referências

  1. QUEIROZ, R. G. O mundo mágico das plantas. Thesaurus Editora, Brasília (DF), 2003.
  2. Enciclopedia de Plantas Medicinales
  3. Henriette' s Herbal Homepage: Oleum Sinapis Volatile - Acesso em 14 de junho de 2015
  4. Imagem: © Forest & Kim Starr - Acesso em 14 de junho de 2015
  5. The Plant List: Brassica nigra - Acesso em 14 de junho de 2015

GOOGLE IMAGES de Brassica nigra - Acesso em 14 de junho de 2015

Galeria: