Macela

Nome científico: 
Achyrocline satureioides (Lam.) DC.
Sinonímia científica: 
Achyrocline satureioides var. satureioides
Família: 
Compositae
Partes usadas: 
Inflorescências, sumidades floridas secas.
Princípio ativo: 
Flavonoides: quercetina (1,3%), luteolina, galangina, isognafalina; ésteres da calerianina com ácido cafeico e ácido protocatéquico; óleo essencial, saponinas triterpênicas; pigmentos amarelos (bioflavonoides); taninos.
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatória, calmante, bactericida, antidiarreica, colinolítica, miorrelaxante, antiespasmódica, digestiva, estomáquica, emenagoga, antiviral.
Indicação terapêutica: 
Problemas digestivos, flatulência, má digestão, colecistite, diarreia, cólica abdominal, azia, contrações musculares bruscas, inflamações, disfunções gástricas, inapetência, disenteria, distúrbio menstrual, dor de cabeça, cistite, nefrite, tosse.

Formulário de Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Macela tem uso científico comprovado como antidispéptico, antiespasmódico e anti-inflamatório. Para mais informações consulte a monografia.

Origem
América do Sul. Vegeta no Brasil nos Estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Descrição
Planta herbácea de aproximadamente 1 m de altura. Caule, ramos e folhas são cobertos por pelos esbranquiçados. Folhas lineares com largura de até 1,5 cm e 10 a 15 cm de comprimento. Flores em número de 5 a 10 reunidas em inflorescência do tipo capítulo, de coloração amarela-clara. Fruto do tipo aquênio de aproximadamente 0,5 cm.

A reprodução é por sementes. A planta é muito resistente e pouco exigente em solo e água. É invasora comum em terrenos baldios, pastos e campos agrícolas abandonados. 

É tradição colher as flores da macela na semana santa, especialmente sexta-feira.

Achyrocline (do grego "akhyron") significa palha e "cline" quer dizer cama; satureioides é relativo a "satureira", nome latino usado por Plínio para uma planta.

Uso popular e medicinal
Os egípcios dedicavam a macela ao Sol e prezavam-na mais do que todas as outras devido às suas propriedades curativas, enquanto os médicos gregos a receitavam para febres e perturbações femininas.

O seu aroma relaxante foi usado em inalações ou fumado para aliviar a asma e curar a insônia. É indicada contra tosse espasmódica, arteriosclerose e hipercolesterolemia. Estimulante da circulação capilar, contra queda de cabelos, peles e cabelos delicados. Popularmente utilizada para clarear cabelos e como protetor solar.

Os flavonoides atuam como estimulantes da circulação, reduzindo a fragilidade dos capilares. Sua pronta absorção através da camada cutânea da pele tem demonstrado aumentar a circulação sanguínea periférica.

Em pesquisas realizadas com o extrato aquoso, foram demonstradas as atividades colinolíticas e miorrelaxante. Além disso, sugerem um efeito sedativo nas doses de 250 a 500mg / kg, via oral e intraperitoneal.

A atividade antiviral desta planta foi relacionada com a presença predominante de compostos flavonóidicos, principalmente 3-0-metilflavonas. As saponinas do grupo oleanano agem em nível da inibição da síntese do DNA do vírus herpético tipo 1.

 Contraindicação
Seu uso é contraindicado às pessoas sensíveis à erva.

 Dosagem indicada 

  • Antidispéptico, anti-inflamatório, antiespasmódico. Preparar por infusão: 1,5 g de sumidades floridas secas, 150 mL água q.s.p [6].
  • Digestivo (uso interno, como infuso): 10 g de flores em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 vezes ao dia, preferencialmente após as refeições.
  • Uso externo (infuso): 30 g de flores em 1 litro de água. Aplicar na forma de compressas, 3 a 4 vezes ao dia.
  • Xampus, sabonetes: 2 - 5% de extrato glicólico. 
  • Enxague para clarear os cabelos: infuso a 5%.

 Referências

  1. BREMNESS, L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, 1993, p. 34.
  2. CARIBÉ, J.; CAMPOS, J. M. Plantas que ajudam o homem. São Paulo: Pensamento, 11ª edição, 1999, p.185.
  3. KISSMANN, K. G.; GROTH, D. Plantas infestantes e nocivas. São Paulo: BASF, 1ª edição, 1992, p. 145-147.
  4. MARTINS, E. R.; CASTRO, D. M.; CASTELLANI, D. C.; DIAS, J. E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p.144-145.
  5. Revista Fitos (2009). Plantas Medicinais Brasileiras: Achyrocline satureioides - Acesso em 8 de janeiro de 2017 
  6. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 2011.
  7. Imagem: Flora Digital (Autora: Rosângela Gonçalves Rolim) - Acesso em 8 de janeiro de 2017
  8. The Plant List: Achyrocline satureioides - Acesso em 8 de janeiro de 2017

GOOGLE IMAGES de Achyrocline satureioides - Acesso em 8 de janeiro de 2017

Galeria: