Linhaça, linho

Nome científico: 
Linum usitatissimum L.
Sinonímia científica: 
Linum usitatissimum subsp. humile (Mill.) Chernom.
Família: 
Linaceae
Partes usadas: 
Semente (fim medicinal, alimentar); caule (extração da fibra têxtil).
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Mucilagem, glucosídeo (linamarina), minerais (ferro, cálcio, potássio, boro), fibra solúvel, vitaminas B (tiamina, riboflavina, niacina), fitoestrogênio lignano, ácidos graxos poli-insaturados.
Propriedade terapêutica: 
Emoliente, laxante.
Indicação terapêutica: 
Resistência óssea, sistema cardiovascular, constipação, regularizar intestino

Nome em outros idiomas

  • Inglês: cultivated flax, linseed
  • Francês: lin
  • Espanhol: lino
  • Alemão: flachs
  • Italiano: lino coltivato

Origem
Originária da Ásia. Atualmente o maior produtor mundial é o Canadá, seguido da China e Argentina. No Brasil o principal produtor é o estado do Rio Grande do Sul.

Descrição
Planta têxtil, herbácea, anual, dotada de folhas lanceoladas. Suas flores têm coloração azul e as sementes são bastante lisas, de cor próxima ao marrom, ovais, contêm um único perisperma mucilaginoso e um embrião oleoso. Das sementes se obtém o óleo de linhaça, produto de ampla aceitação comercial.

Uso popular e medicinal [1,2,3]
Terapeutas dos séculos V e VI aC já se valiam do linho como planta medicinal e sobretudo pelo aproveitamento de suas fibras, extraídas do caule. Entre os árabes o linho foi de extraordinária importância na indústria do vestuário. A partir de meados do século XIX começou a ceder espaço ao algodão e depois pelos tecidos sintéticos de menor custo.

As sementes têm em sua constituição cerca de 40% de azeite, mucilagem e um glucosídeo, a linamarina. Externamente as sementes do linho são utilizadas em cataplasmas e linimentos sob a forma de farinha de linhaça. Linimentos são medicamentos magistrais externos, destinados a untar ou friccionar a pele. Internamente as sementes possuem características emolientes e de forte ação laxante. 

O consumo da linhaça é comum na Escandinávia, África e Ásia. A linhaça contém aproximadamente 18% de proteína. Três colheres de sopa da semente possuem 75,9 mg de cálcio e cerca de 300 mg de potássio. A semente contém ferro e vitamina B. Três 3 colheres de sopa contém 15% da dose diária recomendada de ferro, 2% de niacina, 4% de tiamina e 4% de riboflavina. Além disso, a linhaça contém boro, micronutriente essencial na resistência óssea, além de possuir efeitos estrogênicos.

Experimentos laboratoriais constataram que o tipo de fitoestrogênio encontrado na linhaça - o lignano - possui um efeito estrogênico mais notável do que os encontrados na soja - chamados isoflavonas. Entusiastas da medicina alternativa usam as qualidades estrogênicos da linhaça com dois propósitos: saúde do coração e regularidade intestinal. Recomenda-se o consumo de 2 colheres de sopa de linhaça diariamente para beneficiar o sistema cardiovascular. Especialistas naturopáticos indicam com frequência a linhaça para aliviar os desconfortos da constipação. 

A linhaça possui alta quantidade de fibra solúvel, a mesma fibra encontrada na farinha de aveia. É considerado alimento funcional por conter substâncias que ajudam a combater, além de doenças cardiovasculares, também o câncer de mama. Estudos confirmam que pode ajudar a baixar os níveis de colesterol como outros alimentos que contém fibras solúveis como a aveia e a pectina contida em várias frutas.

Em 100g de linhaça moída tems-se 490 calorias, alto valor devido a quantidade de lipídios que representam 39% de sua composição. Desses, a maior parte são ácidos graxos essenciais ômegas 3 e 6, de reconhecidas propriedades medicinais (poli-insaturados).

 Culinária [1]
A linhaça é ótimo ingrediente para preparar receitas ao forno, acrescentando umidade e leveza a diversos pratos. Os vegetarianos usam bastante a linhaça em seus alimentos. Uma (01) colher de sopa de linhaça misturada no liquidificador com 2 colheres de sopa de água equivale a um ovo. 

Na Finlândia o pão de linhaça é alimento principal da dieta diária. Alguma colheres de sopa são misturadas em praticamente qualquer pão. Esta conversão é segura, mas não fornece uma grande quantidade de fitoestrogênios em todas as porções. Acrescentar mais lignanos aos alimentos preparados ao forno é um pouco complicado. O excesso de linhaça em biscoitos, brownies, bolos, pães ou panquecas os torna úmidos em excesso, pegajosos por dentro. Mas se as proporções forem corretas, os resultados são incríveis. Os alimentos preparados ao forno podem ficar úmidos sem que seja necessário acrescentar óleo ou ovos. 

Os alimentos preparados com linhaça permanecem úmidos mais tempo do que os seus correlatos convencionais, mas devem ficar refrigerados enquanto não forem servidos. 

Para fazer uma receita de barras de cereais com linhaça, é necessário utilizar um pequeno moedor elétrico de café. Triturar 1/3 a 1/2 xícara de sementes frescas. Para não ocorrer perda de nutrientes, conservar em geladeira. 

A linhaça pode ser encontrada em pacotes embalados a vácuo na maioria de lojas de produtos naturais. Já que a linhaça é uma semente que contém óleo, pode se tornar rançosa. Os pacotes já abertos devem ficar na geladeira. 

Outros usos
Óleo de linhaça é um produto comercial muito usado para conservar móveis e utensílios em madeira.

 

 Referências

  1. FRANCO, L. C. L.; LEITE, R. C. Fitoterapia para a mulher. Corpomente, Curitiba (PR). 2004.
  2. QUEIROZ, R. G. O mundo mágico das plantas. Thesaurus Editora, Brasília (DF), 2003.
  3. EBAH: A linhaça e suas características peculiares - Acesso em 7 de junho de 2015
  4. Imagem: Flora Italiana (Autores: Jose Hernandez, Franco Rossi) - Acesso em 7 de junho de 2015
  5. The Plant List: Linum usitatissimum - Acesso em 7 de junho de 2015

GOOGLE IMAGES de Linum usitatissimum - Acesso em 7 de junho de 2015

Galeria: