Jacarandá

Nome científico: 
Jacaranda mimosifolia D.Don
Sinonímia científica: 
Jacaranda chelonia Griseb.
Família: 
Bignoniaceae
Partes usadas: 
Folha, flores secas, raiz, casca.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Carobina, ácido caróbico, ácido esteocaróbico, carobona, ácido carobarético, taninos, saponinas, princípios amargos, resinas.
Propriedade terapêutica: 
Antisséptico, antibiótico.
Indicação terapêutica: 
Infecções bacterianas, gonorreia, sífilis, enfraquecimento mental, epilepsia, apetite descontrolado, leucemia, feridas e infecções da pele, nevralgias, varizes.

Origem
Jacarandá é uma árvore magnífica, nativa do Brasil e amplamente introduzida em muitos países de clima tropical e sub-tropical. Ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Descrição [2]
A importância maior desta planta é o fornecimento de madeira de primeira qualidade. 

Árvore de até 15 m de altura, com casca fina e acinzentada. Folhas opostas, compostas bipinada, de 10 a 25 cm de comprimento, com folíolos pequenos, glabros e de bordo serreado. Flores com coloração azulado-lilás, arranjadas em inflorescências piramidais densas. Os frutos são cápsulas lenhosas, muito duras e contendo numerosas sementes aladas.

Tendo em vista seu extraordinário valor paisagístico, o jacarandá passou a ser introduzido em várias partes do mundo. Pretória (África do Sul) é poeticamente chamada Cidade Jacarandá devido a quantidade de árvores que transformam a cidade em azul quando florescem na primavera.

Uso popular e medicinal [1,3]
Em época passada o jacarandá foi usado no Rio de Janeiro como medicação antissifilítica, na maleita e na hidropisia. Uma outra espécie, a pancifoliata, mais conhecida como caroba-do-campo, é tida em Minas Gerais como portadora de propriedades antissifilíticas.

Dotada de forte teor de tanino, é também conhecida como jacarandá-da-serra, não devendo entretanto ser confundida com o verdadeiro jacarandá.

A árvore tem usos medicinais, porém não há muitas evidências entre médicos e herbalistas quanto às suas propriedades.

Na Colômbia o uso das folhas é aprovado como antisséptico e cicatrizante [4]

Extrato aquoso de jacaranda mostra ação antimicrobiana contra Bacillus cereus (bactéria que produz toxina causadora de diarréia, vômito e náuseas), Escherichia coli (bactéria que habita o intestino humano causando gastroenterite, infecção urinária e outras doenças) e Staphylococcus aureus (causadora de intoxicação alimentar).

É eficiente no tratamento de infecções bacterianas, gonorréia e sífilis. Uma vez que cerca de um terço da população mundial tem alergia à penicilina - a principal droga utilizada contra doenças venéreas - considera-se bem interessante a opção oferecida pelo jacarandá, cujo método de utilização varia. Alguns especialistas usam o óleo essencial derivado das folhas, outros da casca, sementes (também conhecido como fruto) ou flores; ou ainda o extrato aquoso de qualquer dessas partes, interna ou externamente.

Consideram útil também para enfraquecimento mental, apetite descontrolado e epilepsia.

Tem propriedades antisséptico e antibiótico. A árvore é usada para tratar a hepatite e, na tradição popular, flores, folhas e cascas são também usadas para aliviar nevralgias e varizes. Há relato de que jacarandá tem efeito comprovado cientificamente para tratamento da leucemia.
 
Recomendam-se banhos quentes com a folha de jacarandá para tratar feridas e infecções da pele.

As folhas contêm carobina (0,16 %), um princípio ligeiramente amargo, cristalizável inodoro, solúvel em água em ebulição e álcool, insolúvel em éter; ácido caróbico (0,05 %), ácido esteocaróbico (0,10 %), carobona (2,66 %), um ácido balsâmico e resinoso; caroba resina (3,33 %); caroba bálsamo (1,44 %); caroba tanino (0,44 %) e um princípio amargo (2,88 %); albumina, amido, etc. 

A casca contém carobina (0,3 %), resina caroba (0,5 %), o princípio amargo (0,28 %) e ácido carobarético (0,2 %). Não foram encontrados alcaloides.

Outros usos [2]
A madeira é pesada, de longa durabilidade, útil para a confecção de brinquedos, caixas, instrumentos musicais, carpintaria e móveis em geral.

 Referências

  1. QUEIROZ, R. G. O mundo mágico das plantas. Thesaurus Editora, Brasília (DF), 2003.
  2. Instituto Brasileiro de Florestas: Jacarandá de mimoso - Acesso em 31 de maio de 2015
  3. Liliana Usvat: Jacaranda tree medicinal uses - Acesso em 31 de maio de 2015
  4. MEJIA, M. C. A. Plantas Medicinales - Botánica de Interés Médico.
  5. Imagem: © Forest & Kim Starr - Acesso em 31 de maio de 2015
  6. The Plant List: Jacaranda mimosifolia - Acesso em 31 de maio de 2015

GOOGLE IMAGES de Jacaranda mimosifolia - Acesso em 31 de maio de 2015

Galeria: