Jaca, jaqueira

Nome científico: 
Artocarpus heterophyllus Lam.
Família: 
Moraceae
Sinonímia científica: 
Artocarpus brasiliensis Ortega
Partes usadas: 
Raiz, folha, fruto, tronco, alburno.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Rica em açúcares, gorduras, proteínas, flavonoides prenilados, polifenóis, lecitinas.
Propriedade terapêutica: 
anti-inflamatória, hipoglicemiante, despigmentante, antioxidante, anti HIV-I, antiagregante.
Indicação terapêutica: 
Prevenção de inflamação, malária e vitiligo.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: jackfruit

Descrição [1]
A árvore atinge geralmente 20 m de altura, tem copa densa, folhagem verde-escura e brilhante. Flores de sexo separado, a feminina imersa num receptáculo alongado, que originará a infrutescência.

Fruto tipo composto, originado pelo espessamento da infrutescência, que se torna carnosa na maturação, casca espessa, mole, áspera, de coloração verde-amarelada quando maduro.

Polpa branco-amarelada, constituída de bagos visguentos que envolvem as sementes. A frutificação ocorre durante quase o ano todo. Propaga-se por semente.

Uso popular e medicinal
As bagas de sua polpa são consumidas ao natural sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. São muitas as receitas de doces e compotas. O que se aproveita é a polpa viscosa branca-amarelada. O fruto tem como característica o aroma forte e doce, por isso muitos a consideram enjoativa. É muito rica em açúcares, gorduras e proteínas.

Em Caruarú (PE) é famosa uma receita salgada conhecida como "carne de jaca" moída. Bem temperada e preparada na forma de bife, torna-se alternativa excelente e barata à proteina animal, tanto pelo sabor quanto pelas qualidades nutricionais [1].

Um trabalho publicado em 2011 avaliou o efeito da temperatura de secagem (50, 60 e 70 °C) e do teor de umidade final (20 e 25%) sobre as características químicas e sensoriais da jaca desidratada. Os resultados globais obtidos mostraram que a jaca desidratada possui teor de matéria seca de 74,2 a 80,9%, cinzas de 3,1 a 3,8%, proteínas de 3,2 a 6,6%, lipídeos de 0,09 a 1,2% e carboidratos de 89,8 a 92,4%.

A avaliação sensorial mostrou que o produto de maior aceitação (média de 5,95) foi o desidratado a 50 °C e 20% de umidade final, demonstrando ser esta uma alternativa alimentar para as regiões produtoras de jaca [2]

Um trabalho científico sobre Artocarpus aponta que este gênero está representado por 50 espécies distribuídas principalmente nas regiões tropicais asiáticas, sendo utilizado pela medicina popular, nessa área endêmica, como tratamento ou prevenção de inflamações, malária e vitiligo. As investigações fitoquímicas e biológicas em 34 espécies resultaram no isolamento de 369 substâncias, representadas principalmente por flavonoides, sendo flavona o tipo mais característico.

Em relação a Artocarpus heterophyllus o trabalho destacou as seguintes classes de substâncias isoladas: flavonoides prenilados, polifenóis e lecitinas e bioatividade anti-inflamatória, hipoglicemiante, despigmentante, antioxidante, anti HIV-I e antiagregante. As partes usadas são raiz, folha, fruto, tronco, alburno [3].

 Dedicado a Sandra Raymer

 Referências

  1. SILVA, S.; TASSARA, H. Frutas Brasil. Empresa das Artes, São Paulo (SP), 2005.
  2. Brazilian Journal of Food Technology (2011): Qualidade de jaca (Artocarpus heterophyllus) desidratada sob diferentes condições de processo - Acesso em 5 de julho de 2015
  3. Floresta e Ambiente (2013) - Artocarpus: Um gênero exótico de grande bioatividade - Acesso em 1 de fevereiro de 2015
  4. Imagem: © Forest & Kim Starr - Acesso em 5 de julho de 2015
  5. The Plant List: Artocarpus heterophyllus - Acesso em 5 de julho de 2015

GOOGLE IMAGES de Artocarpus heterophyllus - Acesso em 5 de julho de 2015

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