Graviola

Nome científico: 
Annona muricata L.
Sinonímia científica: 
Annona bonplandiana Kunth
Família: 
Annonaceae
Partes usadas: 
Cascas, folhas, raízes, frutos, sementes.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Água, carboidratos, fósforo, vitaminas (B1, B2, B3, rica em vitamina C), aminoácidos (triptofano, metionina, lisina).
Propriedade terapêutica: 
Adstringente, vomitiva, antidiabética, espasmolítica.
Indicação terapêutica: 
Diarreia, espasmos, reumatismo, artrite, disenteria, afta, cólicas intestinais, abcessos, edema, depressão.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: soursop
  • Espanhol: guanábana
  • Francês: corossol

Origem
Nativa da América Central e norte da América do Sul.

Descrição
Árvore perene, atinge de 5 a 10 m. O formato do tronco produz uma copa piramidal. Folhas subcoriáceas, brilhantes, verde-escuras, de 8-20 cm de comprimento.

Flores solitárias ou em inflorescências paucifloras, formadas na primavera. Frutos compostos de até 5 kg de peso (cultivar "Morada"), de superfície verde com auréolas bem marcadas e algo espinosas. Polpa suculenta e fibrosa, contendo poucas sementes, de sabor ácido e aromático.

A árvore produz frutos comestíveis e atrai pássaros, que também consomem seus frutos [1].

Uso popular e medicinal
Planta usada contra disenteria e como anti-inflamatória, anti-reumática, antitussígena e antiespasmódica. Graviola é adstringente e, portanto, útil para diarreia, disenteria, tosses e bronquites. É rica em vitamina C. Também serve para aftas, cólicas intestinais, abscessos e edema de origem reumática.

Suas folhas cozidas são usadas popularmente contra diarreia e espasmos. As sementes são consideradas adstringentes e vomitivas, enquanto se atribui às cascas ação antidiabética e espasmolítica. Recentemente tem aumentado o interesse pelo chá das folhas, preparado por fervura do modo habitual, como agente emagrecedor e medicação contra alguns tipos de câncer.

Sabe-se por estudos que alguns extratos de graviola podem ajudar a tratar certas infecções com vírus ou parasitas, reumatismo, artrite e depressão. Em muitos países da África e América do Sul a casca, folha, raiz e fruto desta árvore são usados em remédios tradicionais.

Cuidado
Muitos sites na Internet apresentam cápsulas de graviola como a cura do câncer, porém nenhum deles são suportados por organismos cientificamente conceituados. Não há evidência de que graviola funcione como cura para o câncer. Em estudos de laboratório, verificou-se que extratos da planta podem matar alguns tipos de células do fígado e do câncer de mama, resistentes a determinadas drogas de quimioterapia. Mas não são conhecidos estudos de larga escala em humanos [2].

 Dosagem indicada

Disenteria. Recomendam o "chá de graviola": 10 g de folhas frescas para cada 500 ml de água em infusão. Beber três chávena ao dia.

Bronquites. Usam-se o chá dos brotos das flores.

Disenteria, aftas, reumatismo. O fruto pode ser usado também na disenteria e nas aftas, inclusive como suco. Externo há quem use em cataplasma para reumatismo.

Valor nutricional por 100 g de porção comestível [3]

Principais

Calorias 61.3 - 53.1
Água 82.8 g
Proteína 1.00 g
Gordura 0.97 g
Carboidratos 14.63 g
Fibra 0.79 g
Cinza 60 g

Minerais

Cálcio 10.3 mg
Fósforo 27.7 mg
Ferro 0.64 mg

Vitaminas

Tiamina (B1) 0.11 mg
Riboflavina (B2) 0.05 mg
Niacina (B3) 1.28 mg
Ácido ascórbico (C) 29.6 mg

Aminoácidos    

Triptofano 11 mg
Metionina 7 mg
Lisina 60 mg

 Colaboração

  • Luiz Carlos Leme Franco, médico e fitoterapeuta (Curitiba, PR). 

 Referências

  1. Instituto Brasileiro de Florestas (IBF): Graviola - Annona muricata - Acesso em 18/1/2015
  2. Cancer Research UK: Can graviola (soursop) cure cancer? - Acesso em 18/1/2015
  3. Purdue University: Soursop - Annona muricata - Acesso em 18/1/2015
  4. The Plant List: Annona muricata - Acesso em 18/1/2015

GOOGLE IMAGES de Annona muricata - Acesso em 18/1/2015

Galeria: