Genciana

Nome científico: 
Gentiana lutea L.
Sinonímia científica: 
Coilantha biloba Bercht. & J.Presl
Família: 
Gentianaceae
Princípio ativo: 
Princípios amargos (gencianopicrina), ácido genciotânico, açúcares, goma, matéria corante, tanino, pectina.
Propriedade terapêutica: 
Anti-helmíntico, anti-inflamatório, antisséptico, aperiente, colagoga, emenagoga, febrífuga, refrigerante, estomáquica, tônica, vermífuga.
Indicação terapêutica: 
Melhora o esvaziamento do estômago, estimula a secreção de enzimas, ativa a vesícula biliar e pâncreas.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: great yellow gentian, yellow gentian, bitter root, bitterwort, centiyane, genciana
  • Francês: grande gentiane, gentiane jaune 
  • Alemão: gelber enzian, bitterwurz, enzian, schnapswurzel. 
  • Italiano: genziana maggiore
  • Espanhol: genciana​

Origem
Espécie nativa da Europa Central e Austral.

Descrição
Gentiana constitue um dos oitenta gêneros da família, típicas das regiões alpinas da Europa. Herbácea perene de porte médio, cresce a 1,2 m de altura por 0,6 m. Dotada de grandes flores amarelas, vivaz. As flores são hermafroditas (possuem ambos os órgãos masculino e femininos), polinizadas por abelhas, moscas, besouros e mariposas. Floresce em julho e agosto.

Da planta aproveita-se somente a raiz, de boa qualidade, que pode alcançar um rendimento em torno de 40 % de extrato.

Uso popular e medicinal
A raiz de genciana tem longa história de uso como erva amarga no tratamento de distúrbios digestivos. Ingrediente de muitas especialidades farmacêuticas, é especialmente útil em estados de exaustão provenientes de doença crônica, fraqueza do sistema digestivo e falta de apetite. É um dos melhores fortalecedores do sistema humano, estimulador do fígado, da vesícula biliar e sistema digestivo. É excelente tônico para combinar com purgantes de modo a impedir os seus efeitos debilitantes.

A raiz é anti-helmíntico, anti-inflamatório, anti-séptico, tônico amargo, colagoga, emenagoga, febrífugo, refrigerante e estomáquico. Toma-se internamente para tratar queixas do fígado, indigestão, infecções gástricas e anorexia. 

Dentre seus princípios amargos sobressai a gencianopicrina, de sabor excessivamente amargo, além de um ácido, o genciotânico, açúcares, goma e uma matéria corante.

Na medicina ayurvédica, o tônico amargo digestivo clássico é a genciana, já que melhora o esvaziamento do estômago, estimula a secreção de enzimas e ativa a vesícula biliar e o pâncreas.

Nas farmácias as raízes da genciana são encontradas sob a forma de fragmentos irregulares, tendo externamente uma cor marrom arroxeada.

Médicos da Antiguidade costumavam fazer uso constante desta planta no combate ao artritismo, escrófulas e gota. A terapia floral, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, já recomendava a genciana como forma de despertar a confiança, combater o desânimo e predispor à coragem.

A maioria das espécies de Gentiana tem presença assegurada em todas as Farmacopéias do mundo. The German Commission E Monographs (Alemanha) aprova Gentiana lutea como um tônico.

 Cuidado
Não deve ser prescrito para pacientes com úlceras gástricas ou duodenais.

 Referências

  1. QUEIROZ, R. G. O mundo mágico das plantas. Thesaurus Editora, Brasília (DF), 2003.
  2. Plants for a Future: Gentiana lutea - Acesso em 31 de maio de 2015
  3. Imagem: Wikimedia Commons (Author: Teun Spaans) - Acesso em 31 de maio de 2015
  4. The Plant List: Gentiana lutea - Acesso em 31 de maio de 2015

GOOGLE IMAGES de Gentiana lutea - Acesso em 31 de maio de 2015

Galeria: