Fisalis

Nome científico: 
Physalis pubescens L.
Sinonímia científica: 
Alkekengi procumbens Moench
Família: 
Solanaceae
Propriedade terapêutica: 
Antipirética, depurativa, diurética, peitoral, vermífuga, laxante, estimulante do aparelho gênito-urinário, narcótica
Indicação terapêutica: 
Problemas de ouvido, fígado, baço, reumatismo, abscessos, tosse, febre, dor de garganta.

 Planta alimentícia não convencional.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: hairy ground-cherry, husk tomato, low ground-cherry
  • Espanhol: muyaca, capulí 
  • Francês: cerise de terre

Origem
Cresce espontaneamente em áreas antropizadas e cultivadas. Distribuição pantropical.

Descrição
O nome botânico origina-se de Physalis = bexiga ou fruto envolto no cálice inflado; e pubescens = pilosa.

Erva anual, ereta, ramificada, atinge de 80 a 120 cm de altura. Apresenta pelos macios nos caules e folhas. As folhas são simples (não separadas em folhetos), peciolada, alternada (uma folha por nó ao longo da haste), bordas dentadas.

As flores têm cores amarela e branca, são hermafroditas (têm ambos os órgãos masculino e feminino) e polinizadas por insetos. A flor é radialmente simétrica (um eixo central divide a flor em duas partes de igual tamanho e formato).

De ótima qualidade, o fruto é comestível, suculento e contém muita água. Flor e fruto aparecem em variadas épocas. 

Prefere o solo bem drenado. Pode crescer em semi-sombra. É invasora de pastagem cultivada, roça e pomar. 

Outras espécies de fisalis:

Uso popular e medicinal
A folha é diurética, laxante, estimulante do aparelho gênito-urinário e narcótica. Indicada para problema de ouvido, fígado e baço. Boa para reumatismo ou eliminar a causa que é o ácido úrico. O fruto é também laxante, diurético e para inflamados [3].

Toda a planta é antipirética, depurativa, diurética, peitoral e vermífuga. A decocção é usada no tratamento de abscessos, tosses, febres, dor de garganta e outras enfermidades [5].

 Culinária [2]
As frutas são consumidas in natura ou na forma de geleia, suco ou com chocolate.

Geleia. Colher os frutos maduros, retirar do cálice, limpar. Triturar aos poucos no liquidificador sem adicionar água. Cozinhar a polpa na panela com metade de açúcar cristal e mexer sempre até dar o ponto desejado. Servir com torradas, biscoitos, queijos ou como cobertura de bolos e tortas.

Chocolate. Produto disponível em confeitarias do Brasil e do mundo, principalmente com frutos da Colômbia (uchuva). Abrir os frutos maduros, deixar o cálice aberto (esgarçado) na base, mergulhar a fruta no chocolate quente. As frutas podem ser caramelizadas e servidas em espetinhos ou envoltas por brigadeiro.

Valor nutricional do fruto maduro com sementes em base seca (%) [2]

Proteína Ca Mg Mn P Fe Na K Cu Zn S B
10,35 0,05 0,16 0,0008 0,34 0,0048 0,0104 2,3 0,001 0,002 0,14 0,004

 Referências

  1. Science Direct (2016): Withanolides from the stems and leaves of Physalis pubescens and their cytotoxic activity
  2. KINUPP, V. F; LORENZI, H. Plantas alimentícias não convencionias no Brasil. Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa (SP), 2014.
  3. POTT, A.; POTT, V. J. Plantas do Pantanal. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Pantanal, Corumbá (MS), 1994.
  4. Go Botany: Physalis pubescens - Acesso em 2 de janeiro de 2017
  5. Plants for a Future: Physalis pubescens - Acesso em 2 de janeiro de 2017
  6. Image: CalPhotos - Regents of the University of California, Berkeley. Courtesy of Louis-M. Londry, B.Sc. (Biology) from the University of Victoria, British-Columbia. Accessed on January 2, 2017
  7. The Plant List: Physalis pubescens - Acesso em 2 de janeiro de 2017

GOOGLE IMAGES de Physalis pubescens - Acesso em 2 de janeiro de 2017

Galeria: