Estévia

Nome científico: 
Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni
Sinonímia científica: 
Nenhum sinônimo foi registrado para este nome científico.
Família: 
Compositae
Partes usadas: 
Folhas
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Glicosídeos, esteviosideo (5 a 10%), rebaudiosideo (2 a 4%), dulcosideo, saponinas, óleo essencial, taninos.
Propriedade terapêutica: 
Hipoglicemiante, hipotensora, diurética, cardiotônica, tônica para o sistema vascular, antiflogística.
Indicação terapêutica: 
Diabetes, hipertensão arterial, azia, baixar ácido úrico, reumatismo, fadiga, depressão, insônia, emagrecimento.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: stevia, sweet leaf, candyleaf, sweet herb, sweet herb of paraguay
  • Alemão: stevia
  • Espanhol: estevia
  • Francês: stévia, stévie

Origem
América do Sul (Paraguai).

Descrição
“Ka’a hé’e” (erva-doce) é o nome atribuído à estévia pelos índios guaranis do Paraguai. As folhas eram usadas para adoçar os alimentos e a tradicional infusão “yerba mate”. Estévia é um pequeno arbusto verde que cresce em estado selvagem. Pertence ao grupo das flores e ervas aromáticas como a camomila ou as margaridas.

Uso popular e medicinal
O uso na forma de chá impede a absorção do açúcar pelo intestino, sendo benéfico aos portadores de diabetes, que podem reduzir a quantidade de insulina tomada diariamente. Deve ter acompanhamento médico.

O uso também é benéfico para quem quer regular o açúcar da dieta habitual. Nos casos de hipertensão arterial, atua como elemento regulador.

Cita-se também como tônico para o coração, contra obesidade, hipertensão, azia e para baixar os níveis de ácido úrico. Tônico para o sistema vascular, razão pela qual se torna útil nos casos de reumatismo e hipertensão.

Exerce efeito calmante sobre o sistema nervoso eliminando a fadiga, a depressão, a insônia e a tensão, estimula as funções digestivas e cerebrais e age como antiflogística.

Como substitui perfeitamente o açúcar sem alterar o nível normal de glicemia e favorece a eliminação de toxinas, é recomendada nos regimes de emagrecimento.

Os constituintes responsáveis pelas propriedades adoçantes de suas folhas são os glicosideos, sendo o mais doce o esteviosideo, que tem poder adoçante 300 vezes maior que o da sacarose e pode representar até 18% da composição total da folha.

O primeiro botânico brasileiro a estudar esta variedade foi o Dr. João Geraldo Kuhlmann, especialista em Taxonomia de Angiospermas, Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro de 1944 a 1951. Neste local encontra-se ainda hoje um exemplar para lá enviado em 1918.

O adoçante de estévia é comercializado hoje em quase todo mundo, sendo os japoneses seus maiores consumidores.

Vários estudos inclusive nos EUA validaram suas propriedades, porém seu emprego é proibido por pressão e lobby da poderosa indústria de adoçantes artificiais.

Um estudo recente analisou os teores de fenóis, flavonoides e proteínas de folhas secas de estevia preparados em três diferentes solventes: água, etanol 96% e mistura glicoaquosa 4:1. Os autores relatam que os extratos contêm quantidades significativas de fitoquímicos com atividade antioxidante e podem ser utilizados como ingrediente de alimentos, suplemento alimentar e cosmético. No entanto, devido à citotoxicidade significativa das preparações etanólica e glicoaquosa, bem como o seu potencial irritante de fibroblasto, a dose apropriada de cada extrato de estevia no alimento ou produto cosmético precisa ser avaliada de forma mais pormenorizada [4].

 Dosagem indicada
Diabetes. Em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá ) de folhas secas, bem picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, entre as refeições.

Refrigerante para diabéticos. Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas secas, bem picadas, em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe e adicione o suco de 1 limão e gelo. Tome 1 copo 2 vezes ao dia.

Diurético. Coloque 1 colher (café) de folhas secas bem picadas e 1 colher (chá) de folha de abacateiro picada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe em filtro de papel ou de pano. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, sendo uma no período da manhã e outra à tarde.

Curiosidade
Durante séculos os índios guaranis do Paraguai e do Brasil fizeram uso das folhas de estévia como adoçante principalmente para seu chá-mate muito consumido. A notícia de que havia uma planta tão doce que uma única folha seria capaz de adoçar um bule cheio do mate mais amargo espalhou-se rapidamente no final do século XVI, quando se iniciaram os primeiros estudos da planta. O primeiro artigo sobre suas propriedades data de 1900.

 Efeitos colaterais
Embora afirmem que a estévia não apresenta efeitos colaterais, deve-se alertar para o fato de uma suposta ação anticoncepcional, já que os índios guaranis a utilizavam para esta finalidade.

É muito importante lembrar que seu uso por diabéticos deve ter sempre acompanhamento médico.

 Referências

  1. PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). IBRASA, São Paulo, 5a ed. 1997.
  2. LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas. Instituto Plantarum, Nova Odessa, 2.ed. 2008.
  3. CORDEIRO, R. et all. Plantas que Curam. Editora Três, São Paulo, 1996.
  4. Molecules: Stevia Rebaudiana Bert. Leaf Extracts as a Multifunctional Source of Natural Antioxidants - Acesso em 22/3/2015
  5. Imagem: Wikimedia CommonsNational Exports - Acesso em 22/3/2015
  6. The Plant List: Stevia rebaudiana - Acesso em 22/3/2015

​GOOGLE IMAGES de Stevia rebaudiana - Acesso em 22/3/2015

Galeria: