Escamônea-mexicana

Nome científico: 
Ipomoea orizabensis (G. Pelletan) Ledeb. ex Steud.
Sinonímia científica: 
Ipomoea longipedunculata (M. Martens & Galeotti) Hemsl.
Família: 
Convolvulaceae
Partes usadas: 
Raiz.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Glicorresinas com efeito muito purgativo.
Propriedade terapêutica: 
Purgante muito potente, planta considerada venenosa.
Indicação terapêutica: 
Sarcoma 37, carcinoma espinocelular (ou carcinoma epidermoide) bucal.

Origem
Espécie originária do México. O gênero Ipomoea ocorre nas regiões tropicais, embora algumas espécies alcancem zonas temperadas. São distribuidas principalmente na América Central, América e Sul e territórios da África Tropical.

Descrição
Esta família é dominada por espécies herbáceas, trepadeiras, capazes de alcançar maior altura ou desviar suas folhas para locais mais iluminados pelo entrelaçamento de suas hastes em torno de um suporte. 

Têm folhas em forma de coração e flores em forma de funil. 

Uma das características anatômicas mais visíveis da família Convolvulaceae é a existência de células que secretam glicosídeos de resina nos tecidos foliares e nas raízes das plantas. Essas glicorresinas constituem um importante marcador quimiotaxonômico e são responsáveis ​​pelas propriedades purgativas de algumas espécies de Convolvulaceae.

Uso popular e medicinal
Ipomoea orizabensis produz forte atividade contra sarcoma 37. Das suas raízes foram isoladas várias glicorresinas:

  • Escamonina I, um glicolipideo ativo contra Staphylococcus resistente a meticilina
  • Escamonina II e orizabina V-VII, que são fracamente citotóxicas contra o carcinoma espinocelular (ou carcinoma epidermoide) bucal
  • Orizabina I-IV, útil como laxante
  • Orizabina VIII que apresenta fraca citotoxicidade contra o carcinoma do cólon
  • Orizabina IXXXI, que exibe atividade citotóxica contra o carcinoma espinocelular oral mas citotoxicidade fraca contra o carcinoma do cólon, carcinoma do colo do útero (SQC-1) e câncro do ovário (OVCAR).

 Toxicidade
Planta considerada tóxica, sendo o seu uso estritamente recomendado por um médico. Jamais usar partes desta planta em infusões ou decocções.

 Referências

  1. PAHLOW, A. M. Das große Buch der Heilpflanzen. Gräfe und Unzer.
  2. Revista Brasileira de Farmacognosia: Review of the genus Ipomoea - Traditional uses, chemistry and biological activities - Acesso em 15/3/2015
  3. The Free Dicitionary by Farlex: Twining Plants - Acesso em 15/3/2015
  4. Imagem: Wikimedia Commons (Author: Dick Culbert) - Acesso em 8/3/2015
  5. The Plant List: Ipomoea orizabensis - Acesso em 8/3/2015

GOOGLE IMAGES de Ipomoea orizabensis - Acesso em 8/3/2015

Galeria: