Escamônea-asiática

Nome científico: 
Convolvulus pseudoscammonia C. Koch
Sinonímia científica: 
Convolvulus scammonia var. pseudoscammonia Sa'ad
Família: 
Convolvulaceae
Partes usadas: 
Resina obtida das raízes.
Princípio ativo: 
Escamonium.
Propriedade terapêutica: 
Catártico, hidragogo, purgante potente.
Indicação terapêutica: 
Eficaz para o tratamento da obstipação severa especialmente em crianças, prisão de ventre, constipação intestinal, hidropisia (inchaço, acúmulo de líquido).

Esclarecimento
O nome Convolvulus scammonia aparece em vários trabalhos porém é antigo e não tem o status de "aceito" segundo a moderna classificação do Angiosperm Philogeny Group III (APG III, Grupo de Filogenia das Angiospermas"), que a registra como Convolvulus pseudoscammonia [9].

Origem
Nativa da parte oriental do Mediterrâneo.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: scammony, bindweed, syrian

Descrição [5]
O gênero Convolvulus compreende cerca de 200 espécies de plantas de florescência, com uma distribuição cosmopolita. Os nomes comuns incluem trepadeira e corriola, sendo ambos compartilhados com outros gêneros estreitamente relacionados.

São trepadeiras anuais ou perenes, herbáceas, haste flexível e (algumas espécies) arbustos lenhosos, cresce de 0,3 a 3 m de altura.

Folhas sagitadas dispostas em espiral, flores em forma de trombeta nas cores branca ou rosa. Algumas espécies têm coloração azul, violeta, roxa ou amarela.

Tem raiz tuberosa, grossa de quase 1 m de comprimento. 

Muitas espécies são consideradas ervas daninhas que podem prejudicar outras plantas mais valiosas por avançar sobre elas. Algumas são cultivadas devido as suas flores atrativas. Existem espécies globalmente ameaçadas.

Espécies de Convolvulus são alimentos de larvas Lepidoptera, conhecidas como mariposas no Brasil e traças em Portugal.

Uso popular e medicinal
A parte medicinal do vegetal é a resina gomosa obtida pela exsudação da raiz viva. Ao secar, dá origem a chamada "escamônea de Aleppo", que se apresenta em pedaços (torrões) de cor cinza-esverdeado, porosos em seu interior e odor característico. As raízes contêm cerca de 8% de resina. 

A substância ativa mais importante é o glicosídeo denominado escamonium. A resina, presente em muitas preparações purgativas, é catártico (laxante) e hidragogo (produz evacuações aquosas, especialmente nos intestinos) drástico e deve ser usado com cautela. É administrado na forma de emulsão com leite [3,6].

 Toxicidade
Aconselha-se a nunca utilizar a planta ou qualquer parte da mesma para fazer decocções e infusões caseiras. A prescrição deste fármaco deve ser estritamente feita por um médico. É considerada venenosa.

 Referências

  1. BALMÉ, F. Plantas Medicinais. Editora Hemus, São Paulo, 2004.
  2. PAHLOW, M. Das Grosse Buch der Heil Pflanzen.
  3. Cyclopaedia.net: Convolvulus scammonia - Acesso em 25 de novembro de 2014
  4. Instituto Homeopático François Lamasson: Estudo comparativo das matérias-primas de origem vegetal utilizadas em Homeopatia em farmacopéias homeopáticas - Acesso em 25 de novembro de 2014
  5. Scientific Library: Convolvulus - Acesso em 25 de novembro de 2014
  6. Plants for a Future: Convolvulus scammonia - Acesso em 25 de novembro de 2014
  7. Ervas e insumos: Escamonea - Acesso em 25 de novembro de 2014
  8. Imagem: Wikimedia Commons (Author: Eitan f) - Acesso em 25 de novembro de 2014
  9. The Plant List: Convolvulus pseudoscammonia - Acesso em 25 de novembro de 2014

GOOGLE IMAGES de Convolvulus scammonia - Acesso em 25 de novembro de 2014
 

Galeria: