Erva-de-nossa-senhora

Nome científico: 
Aloysia gratissima (Gillies & Hook.) Tronc.
Sinonímia científica: 
Aloysia chacoensis Moldenke
Família: 
Verbenaceae
Partes usadas: 
Folhas, sumidades floridas.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleo essencial (1,79%), ácidos graxos, fenóis, hidrocarbonetos, álcoois, cetonas, ésteres, hidrocarbonetos sesquiterpênicos, cineol, eucaliptol, vainilina e alcaloides .
Propriedade terapêutica: 
Estomáquica, balsâmica, anticancerosa, antigripal, antirreumática, béquica.
Indicação terapêutica: 
Gripe, resfriado, dor de cabeça, bronquite, pneumonia.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: whitebrush, beebrush, aloysia
  • Espanhol: canelilla, orégano de johnson, hierba dulce, vara dulce, jazmincillo, jazminillo, huele de noche

Origem
Estados sulinos do Brasil, norte do Uruguai e nordeste da Argentina.

Descrição
Planta perene, arbustiva (1,5 a 3,0 m), caule ereto longo e fino, de casca áspera acinzentada ou verde-oliva, com lenticelas visíveis. Ramos eretos deles partindo raminhos opostos e cruzados, longos, finos e folhosos.

Folhas simples, opostas, elíptico-lanceoladas, lanceoladas ou fusiformes, pecíolos curtos, bordos lisos até a metade do limbo e serrilhados até o ápice; peninérveas, base atenuada e ápice acuminado, verde-escuras na face ventral e grisáceas na dorsal. Muito aromática e de sabor amargo e canforado.

Flores pequenas, hermafroditas, zigomorfas, brancas, muito perfumadas. Cálice formado de 5 sépalas curtas e separadas. Pétalas unidas formando um funil mais ou menos estreito. Inflorescência em panículas. Florescimento de fins de agosto até fevereiro.

Frutos formados por 1 a 3 núculas unidas resultante dos 4 óvulos iniciais e abortamento de alguns deles.

Sementes representadas pelas núculas ou frutos acima citados. 

Ocorre em campos, beira de matos, moradias antigas (taperas), cercas antigas, hortas, pomares ou lavouras abandonadas, beira de caminhos e ferrovias, locais altos e pedregosos ou em mato junto com arbustos pioneiros.

Uso popular e medicinal

As folhas e ramos são usados para preparo de expectorantes. A principal descrição etnofarmaco-botânica relata a eficácia em infecções brônquicas, afecções pulmonares, além de possuir ação antimicrobiana.

Devido as propriedades medicinais, esta espécie vem sendo muito difundida na medicina popular sul-americana e há um crescente interesse no estudo da propagação da planta, devido ao fato de que as populações naturais vêm diminuindo em consequência do desmatamento.

Cultivo
Propagação. Por sementes ou estacas, de preferência estaca de cruzeta pois há grande número de falhas com o uso de estaca simples. O índice de “pegas” é normalmente baixo.

Época de plantioOutono-inverno (estacas), outono e primavera (sementes). O poder germinativo é muito baixo e a germinação é lenta e desigual. Exige meia-sombra para o bom nascimento das sementes.

Clima. Subtropical a temperado brando. Vegeta em todo o estado. É planta resistente ao frio e ao calor. No inverno perde as folhas suportando frios intensos. No verão não morre com secas fortes, embora largue as folhas nesta circunstância. Floresce no outono e na primavera.

Solos. Não é exigente quanto ao solo, vegetando nos arenosos e pobres, bem como nos argilosos, humosos e pedregosos. Nos bons solos sua produção é sem dúvida maior. Quando nova exige meia-sombra, mas tolera locais ensolarados quando adulta. Prefere solos revirados e rico em matéria orgânica.

Tratos culturais. Capinas para manter as plantas livres de inços agressivos como a artemísia, tiririca e as gramas são-paulo e capim-gordura.

Pragas e doenças. As formigas cortadeiras prejudicam as plantas novas, impedindo o crescimento. Constatou-se também a incidência de uma lagarta grande e verde tipo “maranduvá”, voraz na devora das folhas. Ocasionalmente em condições desfavoráveis ocorre o surgimento de uma doença fúngica nas folhas que ocasiona uma desfolha intempestiva da planta. Em locais próximo a matos nativos as plantas infetam-se de líquenes e bromeliáceas que devem ser eliminadas.

Colheita. Para fins medicinais, as partes colhidas são as folhas e ramos verdes. Para fins aromáticos, as sumidades floridas. As folhas aparecem na primavera e as flores no outono. As coletas devem ser feitas após haver secado o orvalho e evitando as horas mais quentes ao redor do meio-dia, para evitar perdas de óleo essencial.

Rendimento. O rendimento em folhas e flores é baixo e variável. A secagem deve ser feita com muita atenção.

 Referências

  1. CASTRO, L. O.; CHEMALE, V. M. Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares – Descrição e Cultivo. Livraria e Editora Agropecuária, Guaíba (RS). 1995.
  2. Revista Brasileira de Plantas Medicinais (2009): Produção de mudas de A. gratissima por meio da propagação sexuada e assexuada - Acesso em 3 de janeiro de 2016
  3. Imagem: FloraRS (Fotógrafa: Rosângela G. Rolin); Wikimedia Commons (Author: Juan Campá) - Acesso em 3 de janeiro de 2016
  4. The Plant List: Aloysia gratissima - Acesso em 3 de janeiro de 2016

GOOGLE IMAGES de Aloysia gratissima - Acesso em 3 de janeiro de 2016

Galeria: