Erva-baleeira

Nome científico: 
Cordia curassavica (Jacq.) Roem. & Schult.
Sinonímia científica: 
Cordia verbenacea A.DC.
Família: 
Boraginaceae
Partes usadas: 
Folhas
Princípio ativo: 
O alfa-humuleno encontrado no óleo essencial foi identificado como ativo responsável pelas propriedades terapêuticas desta planta. Óleos essenciais, flavonoides, alantoína e açúcares.
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatória.
Indicação terapêutica: 
Tosse, pneumonia, doenças parasitárias e principalmente os processos inflamatórios.

Formulário de Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Erva-baleeira tem uso científico comprovado como anti-inflamatória. Preparada por infusão, aplicar compressa 3 x dia na região afetada. Como pomada, pode ser aplicada em dores associadas a músculos e tendões. Para mais informações consulte a MONOGRAFIA.

Origem
Nativa da América tropical, tem sido amplamente introduzida no Sudeste Asiático e na região do Pacífico tropical, onde é considerada erva invasora. Ocorre ao longo de todo o litoral brasileiro. O termo "Cordia" é uma forma latinizada de Curaçao, ilha do Mar do Caribe, onde a planta é conhecida por "basora pretu".

Nome em outros idiomas

  • Inglês: black sage, wild sage

Descrição
Cordia verbenacea é uma espécie arbustiva de 80 a 200 cm de altura, perene, com folhas de disposição paralelas e internas, alongadas e lanceoladas, com pontas delgadas medindo de 5 a 10 cm de comprimento e 2 a 5 cm de largura. 

As flores são pequenas e reunidas em inflorescências escorpioides, vistosas, pentâmeras, radiais, diclamídeas e hermafroditas. Corola gamopétala. Androceu formado por cinco estames alternados com os lobos da corola. Ovário súpero bicarpelar e bilocular contendo em cada lóculo dois óvulos. 

Uso popular e medicinal
Diferentes espécies de plantas do gênero Cordia são usadas na medicina popular como medicação anti-inflamatória em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. Extratos alcoólicos, decocção e infusões com folhas de C. verbenacea são usadas na medicina tradicional brasileira para o tratamento da tosse, pneumonia, doenças parasitárias e principalmente processos inflamatórios. 

A atividade anti-inflamatória já foi demonstrada, no entanto os mecanismos moleculares de ação não são completamente compreendidos. Tendo em vista a importância da histamina em eventos precoces de inflamação e em doenças alérgicas, um trabalho científico avaliou o efeito do extrato de etanol de folhas de C. verbenacea na libertação de histamina (in vitro e in vivo) a partir de diferentes tipos de mastócitos induzida por agentes químicos usando várias espécies de roedores. 

A conclusão foi que C. verbenacea inibe a secreção in vitro de histamina a partir de mastócitos de diferentes espécies animais, bem como a secreção de mastócitos a partir de animais tratados com o extrato, o que comprova não só o efeito anti-inflamatório da planta, mas também efeitos antialérgicos, abrindo novas possibilidades para o futuro da medicina herbal antialérgica.

Há um anti-inflamatório denominado Acheflan comercializado desde 2005 pelo Laboratório Aché (empresa nacional), feito com a erva-baleeira. É usado como pomada  e nessa fatia do mercado acabou ultrapassando o Cataflam. O Laboratório Aché detém a patente do princípio ativo.

 Referências

  1. LADEIRA, R.S. Preparação de extrato seco de Cordia verbenacea. Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos, Porto Alegre (RS). 2002.
  2. US National Library of Medicine (2011): Cordia verbenacea and secretion of mast cells in different animal species - Acesso em 6 de dezembro de 2015
  3. Wikipedia: Cordia curassavica - Acesso em 6 de dezembro de 2015
  4. Compilação de textos sobre erva-baleeira encontrados na Web
  5. Imagem: FloraRS (Fotógrafa: Anita Stival dos Santos) - Acesso em 6 de dezembro de 2015
  6. Imagem: Wikimedia Commons (Author: Marcia Stefani) - Acesso em 6 de dezembro de 2015
  7. The Plant List: Cordia curassavica - Acesso em 6 de dezembro de 2015

GOOGLE IMAGES de Cordia curassavica - Acesso em 6 de dezembro de 2015
 

Galeria: