Buchinha, cabacinha

Nome científico: 
Luffa operculata (L.) Cogn.
Sinonímia científica: 
Momordica operculata L.
Família: 
Cucurbitaceae.
Partes usadas: 
Fruto, semente.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Triterpenos (cucurbitacina D, isocucurbitacina D).
Propriedade terapêutica: 
Abortiva, purgativa.
Indicação terapêutica: 
Rinite, rinossinusite.

Nome em outros idiomas

  • Espanhol: esponjuelo, esponjilla (América Latina)

Origem
Nativa da América do Sul. No Brasil, principalmente no Estado de Ceará e Minas Gerais.

Descrição [1]
Trepadeira herbácea de caule muito ramificado, escandente, sarmentoso, com até 10 m de comprimento. Folhas simples, com 3 a 5 lobos, bainha invaginante e pecíolo anguloso. Folhas medindo de 2 a 8 cm de comprimento por 3 a 15 de largura. Flores amarelas com 5 pétalas medindo até 2 cm.

Frutos oblongos ovoides, fusiformes, de deiscência transversal com o pericarpo papiráceo, com 3 carpelos contendo numerosas sementes escuras achatadas e lisas. Multiplica-se por sementes.

Uso popular e medicinal [2]
L. operculata é a planta medicinal mais utilizada e lembrada pela população para o tratamento de rinites e rinossinusites. Apesar da falta de evidência científica sobre seu uso, a maioria dos otorrinolaringologistas conhece seus efeitos. Porém a planta é considerada tóxica. Com frequência recebem pacientes apresentando reações adversas como epistaxe, irritação nasal, alterações do olfato. Problemas podem acontecer em função de má procedência da planta, armazenamento inadequado, dose e preparo indevidos e até interação medicamentosa.

O uso é bem antigo. As chamadas "pílulas do mato" foram por muitos anos o fitoterápico de maior preferência no meio rural do Norte e Nordeste do Brasil. Um extrato aquoso de L. operculata associado a outras ervas origina a "garrafada", mistura conhecida como abortiva e purgativa, demonstrando a forte ação irritante de mucosas.

Existe atualmente no mercado nacional (encontrado em farmácias) um preparado para uso nasal à base de L. operculata 1% e soro fisiológico, que age sobre as mucosas por efeito das cucurbitacinas e de seus glicosídeos. A saponina colabora com esta ação, emulsificando compostos lipossolúveis ativos, o que facilita o contato e absorção da isocucurbitacina pelas mucosas e resulta em ação cáustica sobre as mesmas. Relatos de pesquisas comprovam esta indicação.

Esta planta é utilizada como componente em medicações homeopáticas e alopáticas produzidas na Europa e América do Norte.

 Dosagem indicada

Sinusite. Usar a quarta parte de uma bucha seca com uma semente em decocto para inalação e depois pingar 2 gotas em cada narina por 4 dias no máximo. Se não houver rompimento do palato com a liberação de pus do sinus, parar o tratamento [1].

Rinite, rinossinusites. Faz-se a infusão de ¼ do fruto seco em 500 ml de água. Administra-se por inalação ou instilação de gotas nasais [2].

 Referências

  1. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  2. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia (2005): Efeitos da Luffa operculata sobre o epitélio do palato de rã: aspectos histológicos - Acesso em 1 de maio de 2016
  3. Imagem: Wikimedia Commons (Author: H. Zell) - Fruto aberto - Fruto - Acesso em 1 de maio de 2016
  4. The Plant List: Luffa operculata - Acesso em 1 de maio de 2016

GOOGLE IMAGES de Luffa operculata - Acesso em 1 de maio de 2016

Galeria: