Bétula

Nome científico: 
Betula pendula Roth
Sinonímia científica: 
Betula alba var. atropurpurea Dippel
Família: 
Betulaceae
Partes usadas: 
Seiva extraída da casca, folha.
Princípio ativo: 
Ácido betulínico, flavonas.
Propriedade terapêutica: 
Diurética, antirreumática.
Indicação terapêutica: 
Inflamação do sistema urinário, psoríase, eczemas, melanoma.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: European weeping birch, silver birch, lady of the woods

Origem
Nativa na Europa.

Descrição

É uma árvore de tamanho médio, decídua, cresce até 25 m de altura. Seus ramos e caules em arco têm aparência elegante, daí o nome em inglês "lady of the woods" [6].

A lâmina da folha é simples, contém uma folha por nó ao longo do caule. A borda da lâmina de folha é dentada.

A casca da planta adulta é fina, lisa e descasca-se facilmente. As folhas caem no inverno, ou podem murchar e persistirem na planta.

O fruto é seco e não se abre quando maduro [2].

Uso popular e medicinal
As folhas jovens e frescas da bétula são ricas em flavonas e por isso diuréticas. Podem ser usadas em saladas. 

A seiva obtida por incisão do tronco antes que brotem as folhas é diurética e antirreumática. Na medicina popular é considerada excelente para inflamações do sistema urinário. Esta seiva pode ser fermentada e resultar em cerveja ou vinho, de sabor agradável muito apreciado no norte da Europa. Com a seiva extraída da casca e dos rebentos são feitas pomadas contra psoríase e outros eczemas.

Existe relato de que ácido betulínico extraído da casca pode ser eficaz contra certos tipos de cancro da pele (melanoma) [4].

Na Escandinávia, a bétula é cultivada amplamente pela sua madeira dura, lisa, cor pálida, para fabricar móveis e madeira compensada. Historicamente, tem sido usada para curtir o couro e a seiva para fazer um vinho medicinal [6].

Foi analisada a capacidade de fitorremediação em árvores de B. pendula que cresceram em dois locais contaminados na região central da Suécia. No primeiro local ocorreu derramamento de tricloroetileno (TCE) na década de 1980, enquanto o segundo foi poluído por metais pesados. Em ambos os casos, a seiva e o alburno de bétula foram coletados e analisados. Concluiu-se que a planta tem capacidade de fitorremediação próximo de espécies que já foram empregadas com essa finalidade, porém não demonstrou a capacidade de efetuar efetivamente a extração de metais pesados quando comparado com plantas hiperacumuladoras [1].

Fitorremediação é uma forma não-poluente e de baixo custo que usa plantas para a limpeza de contaminantes do solo, de águas subterrâneas, de águas superficiais e do ar. Tais contaminantes são metais, pesticidas, explosivos e petróleo [3]. TCE é uma substância química muito usada em processos industriais devido a propriedade de dissolver graxa e gordura. Traz risco à saúde pela toxicidade de seus vapores [4]

 Referências

  1. US National Library Of Medicine (2015). Betula pendula: A promising candidate for phytoremediation of TCE in northern climates - Acesso em 5 de março de 2017
  2. Go Botany: Betula pendula - Acesso em 5 de março de 2017
  3. Ian Somerhalder Foundation. Fitorremediação - Um método salvador do meio-ambiente - Acesso em 5 de março de 2017
  4. QualidadeOnline'Blog: Os riscos de tricloroetileno - Acesso em 5 de março de 2017
  5. Futuro - Projeto das 100.000 árvores. Árvores com história: Betula sp. - Acesso em 5 de março de 2017
  6. Deepdale Trees: Betula pendula - Acesso em 5 de março de 2017
  7. Image: Wikimedia Commons (Author: Percita at Flickr) - Acesso em 5 de março de 2017
  8. The Plant List: Betula pendula - Acesso em 5 de março de 2017

GOOGLE IMAGES de Betula pendula - Acesso em 5 de março de 2017

Galeria: