Batata-doce

Nome científico: 
Ipomoea batatas (L.) Lam.
Sinonímia científica: 
Batatas edulis var. porphyrorhiza (Griseb.) Ram. Goyena
Família: 
Convolvulaceae
Partes usadas: 
Raizes, folhas.
Princípio ativo: 
Amidos, flavonoides livres e glicosilados, derivados do ácido cafeico, glicosídeos do glicol e borneol, triterpenoides e betacaroteno principalmente nas espécies de polpa amarela.
Propriedade terapêutica: 
Antimicrobiana, alterante, afrodisíaco, adstringente, bactericida, emoliente, fungicida, laxante, tônico.
Indicação terapêutica: 
Inflamações da boca e da garganta, avitaminose A, pele áspera, cegueira noturna, úlcera na córnea, atraso do crescimento.

 Esta espécie é considerada Planta Alimentícia Não Convencional.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: sweet potato, yam
  • Alemão: batate, süsskartoffel. 
  • Italiano: patata dolce, patata americana, batata
  • Espanhol: boniato, batata (del taino), chaco, papa dulce, camote

Origem
Originária das Américas Central e do Sul, sendo encontrada desde a Península de Yucatam (México) até a Colômbia.

Descrição [1]
Planta herbácea rastejante, tem raizes de sabor doce muito ricas em amido, variando de cor desde o branco ao amarelo chegando até o vermelho.

Caule aéreo estolonífero. Folhas simples, membranáceas, lobadas, pedalinérvea secionada (divisões não estão soldadas entre si junto da base, a qual é a nervura primária), de base quase reta.

Flores afuniladas, de cor lilás e fundo púrpura com 5 estames e 2 carpelos. Ovário súpero com 4 lóculos. Os tubérculos estão presentes depois que a ramagem floresce. Não é muito exigente em relação a solos, porém vegeta melhor e produz mais raizes em solos arenosos, soltos, drenados e de média acidez. 

Uso popular e medicinal
A batata-doce é a 4ª hortaliça mais consumida no Brasil. É uma cultura tipicamente tropical e subtropical, rústica, de fácil manutenção, boa resistência contra a seca e ampla adaptação. Apresenta custo de produção relativamente baixo, com investimentos mínimos e elevado retorno. É também uma das hortaliças com maior capacidade de produzir energia por unidade de área e tempo (kcal/ha/dia). 

Diversos cultivares são produzidos dentre os quais brazlândia (branca, rosada, roxa) e coquinho [2]

A forma comum empregada popularmente como alimento é o decocto da raiz (raiz cozida). É indicado contra sintomas de avitaminose A: pele áspera, cegueira noturna, úlcera na córnea e atraso do crescimento. 

Externamente o infuso e o decocto das folhas são usados em gargarejos para combater inflamações da boca e da garganta na concentração de 30 g/L. Seus tubérculos também têm atividade antimicrobiana e antifúngica sendo ativa contra Candida albicans, causadora de corrimentos vaginais e doenças da boca [1]

É relatado noa literatura como alterante (restaura as funções normais do organismo), afrodisíaco, adstringente, bactericida, emoliente, fungicida, laxante, tônico. É remédio popular para a asma, picadas de insetos, queimaduras, catarro, intoxicação por ciguatera (causada pela ciguatoxina, substância encontrada em pequenos peixes que se alimentam de algas contaminadas), convalescença, diarreia, febre, náuseas, esplenose (autotransplante de tecido esplênico após trauma ou cirurgia esplênica), aflição do estômago, tumores e inflamação dos tecidos mais profundos dos dedos (especialmente da falange terminal, geralmente produzindo supuração) [4].

Toxicidade
A planta, quando infectada por fungos, pode causar intoxicação, produzindo sensação de falta de ar, perda de apetite e vômito. 

Composição de alimentos por 100 gramas de parte comestível [3]

Batata-doce cozida
Principais Minerais Vitaminas
Umidade % 80,4 Cálcio mg 17 Retinol µg NA
Energia 77 kcal; 321 kJ Magnésio mg 11 RE µg  
Proteína g 0,6 Manganês mg 0,14 RAE µg  
Lipídeos g 0,1 Fósforo mg 15 Tiamina mg 0,08
Colesterol mg NA Ferro mg 0,2 Riboflavina mg Tr
Carboidrato g 18,4 Sódio mg 3 Piridoxina mg 0,05
Fibra alimentar g 2,2 Potássio mg 148 Niacina mg 2,57
Cinzas g 0,4 Cobre mg 0,06 Vitamina C mg 23,8
    Zinco mg 0,1    

NA: Não Aplicável ; Tr: Traços

 Referências

  1. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  2. EMBRAPA: Batata-doce
  3. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 4a ed. 2011.
  4. Purdue University: Ipomoea batatas (L.) Lam. - Acesso em 5 abril 2015
  5. Imagem: Raiz - Wikimedia (Author: Llez);  Flor - Forest & Kim Starr - Acesso em 5 abril 2015
  6. The Plant List: Ipomoea batatas (L.) Lam.  - Acesso em 5 abril 2015

GOOGLE IMAGES de Ipomoea batatas - Acesso em 5 abril 2015

Galeria: