Babaçu

Nome científico: 
Attalea speciosa Mart.
Sinonímia científica: 
Orbignya speciosa (Mart.) Barb.Rodr.
Família: 
Arecaceae
Partes usadas: 
Fruto, semente.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
A amêndoa é rica em fibras, amido, enzimas, sais minerais, ácidos láuricos.
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatório, analgésica.
Indicação terapêutica: 
Tumores, feridas crônicas, úlceras gástricas, varizes, celulite, prisão de ventre, sangramento, dor de dente.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: babassu palm, american oil palm
  • Alemão: babassupalme

Origem
Amazônia. A planta é encontrada na sua forma nativa na Região Amazônica (Estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Mato Grosso) e em grande quantidade na Mata dos Cocais, região de transição entre a floresta amazônica e a caatinga nordestina.

Descrição [1,2]
Por "babaçu" são conhecidos os frutos e as sementes de A. speciosa

A planta tem frutos drupáceos com sementes oleaginosas e comestíveis das quais se extrai um óleo (rico em ácidos láuricos) empregado na alimentação, em remédios, biocombustíveis na fabricação de sabão e preparações cosméticas (óleo para o corpo e cabelo, cremes e sabonetes).

O fruto de babaçu é constituído pelo epicarpo, endocarpo, mesocarpo e amêndoa. O epicarpo é formado de fibras, representa em média 15% do fruto, tem forte poder calorífero, podendo ser utilizado na fabricação de chapas de madeira aglomerada. O endocarpo responde por 60 % do peso do fruto e também tem elevado poder calorífero, sendo usado na fabricação de carvão. O mesocarpo representa em torno de 20% do fruto e é composto por 60% de amido, sendo usado principalmente na fabricação de ração animal. As amêndoas representam de 6 a 7% do peso do fruto e possui teor de óleo acima de 60%.

O babaçu é muito utilizado no Brasil de forma tradicional, sendo a maior fonte mundial de óleo silvestre para uso doméstico e industrial. É um dos principais produtos extrativistas, contribuindo de maneira significativa para a economia de alguns estados brasileiros como o Maranhão e Tocantins.

Uso popular e medicinal [1]
A massa seca ou farinha das amêndoas de babaçu tem propriedade anti-inflamatória, analgésica, sendo indicada no combate a tumores e úlceras.

O pó do coco do babaçu tem propriedades anti-inflamatória contra feridas crônicas, úlceras gástricas, varizes, celulites e prisão de ventre.

A amêndoa é rica em fibras, amido, enzimas e sais minerais. São utilizados o óleo das sementes, a farinha do mesocarpo e o pó da casca. É usado como fitoterápico nas feridas, sangramentos e alivio das dores de dente.

Outros usos [1]
O lenho do babaçu é usado na construção de casas enquanto que as folhas são utilizadas na cobertura, nas paredes, nas portas e nas janelas. O leite do babaçu, além do já citado óleo extraído das amêndoas) são usados na alimentação. A palha serve para artesanato.

 Colaboração

  • Antônio dos Santos, Gestor do Centro de Estudos Amazônicos (Manaus, AM), 2015.

 Referências

  1. SILVA, R. C. Plantas da Amazônia na saúde bucal. Editora do Autor, Rio Branco (AC), 2a. ed. 2011.
  2. Universidade Federal do Piauí (2011): Variação genética em populações naturais de babaçu por marcadores morfoagronômicos e moleculares (Monografia: Mestrado)
  3. Imagem: Wikimedia Commons (Author: Marcelo Cavallari) - Acesso em 17 de novembro de 2015
  4. The Plant List: Attalea speciosa - Acesso em 17 de novembro de 2015

GOOGLE IMAGES de Attalea speciosa - Acesso em 17 de novembro de 2015

Galeria: