Assa-peixe

Nome científico: 
Vernonanthura phosphorica (Vell.) H.Rob.
Sinonímia científica: 
Vernonia polyanthes Less.
Família: 
Compositae
Partes usadas: 
Folhas e flores.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Alcaloides, glicosídeos, flavonoides, óleos essenciais, lactonas sesquiterpênicas e dilapiol.
Propriedade terapêutica: 
Tônica, emenagogo, diurética, expectorante, excitante, carminativo, inseticida.
Indicação terapêutica: 
Afecções do aparelho respiratório, problemas renais, feridas, fraturas, torções, luxações.

Formulário de Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira - 1a edição
Assa-peixe tem uso científico comprovado como expectorante.

Origem
Brasil. É uma planta silvestre comum nos cerrados dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. 

Descrição [1,2] 
Arbusto silvestre, atinge de 1 a 3 m de altura. Folhas pecioladas, disposição alterna, agudas, de base estreita, coriáceas, ásperas com pontos rugosos na parte superior, inferior glabras (nas matas) e pubescentes (em lugares úmidos e abertos). Inflorescência em panícula, branca ou rosada, dispostas no ápice dos ramos. Fruto aquênio pálido, glabro e denso-glanduloso.

Multiplica-se com facilidade em pastos e solos pouco férteis. É considerada planta daninha em culturas perenes.

Uso popular e medicinal [1,2] 
As formas mais comuns de usar assa-peixe é infuso, decocto, tintura, extrato fluido, melito, sumo ou emplasto. 

As folhas são utilizadas no tratamento de afecções do aparelho respiratório, de problemas renais, de feridas e fraturas e em torções, contusões e luxações. É ainda indicada como tônica, emenagoga e diurética.

O dilapiol isolado do assa-peixe é comprovadamente um inseticida. 

Dosagem indicada
Como expectorante. Componentes: folhas secas (3 g); água q.s.p. (150 mL). Preparar por infusão considerando a proporção indicada na fórmula. Advertência: Não deve ser utilizada por gestantes e lactantes. Modo de uso: interno. Acima de 12 anos, tomar 150 mL do infuso, logo após o preparo, uma vez ao dia [3].

Torções, contusões e luxações. Usa-se o emplasto ou o sumo das folhas. O decocto e o infuso são usados tomando-se 2 xícaras de chá da planta picada em 1 litro de água. Tomar de 3 a 4 xícaras de chá ao dia. Adoçar com mel [1] 

Outros usos [1] 
É planta de porte elegante, muito florífera, pode ser aproveitada no paisagismo como planta isolada ou na composição de maciços. 

pólen retirado das flores dessa planta possibilita a produção de um mel muito saboroso, leve, de cor clara.

 Referências

  1. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Anatomia foliar de Vernonia polyanthes - Acesso em 3 de maio de 2015
  2. GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.
  3. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), 1ª ed. 2011.
  4. Imagem: Flora São Bento do Sul (Flora SBS): Vernonia polyanthes - Acesso em 3 de maio de 2015
  5. The Plant List: Vernonanthura phosphorica - Acesso em 3 de maio de 2015

GOOGLE IMAGES de Vernonanthura phosphorica - Acesso em 3 de maio de 2015
 

Galeria: