Angélica

Nome científico: 
Angelica archangelica L.
Sinonímia científica: 
Angelica archangelica subsp. norvegica (Rupr.) Nordh.
Família: 
Apiaceae
Partes usadas: 
Raizes e rizomas secos
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleo volátil com predominância de hidrocarbonetos monoterpênicos, cumarinas, lactonas macrocíclicas, ácidos fenólicos, flavonóides e esteróides.
Propriedade terapêutica: 
Antiespasmódica, aperiente, carminativa, diaforética, diurética, expectorante, estimulante, estomáquica, tônica.
Indicação terapêutica: 
Flatulência, indigestão, bronquite crônica, tifo, doença de Buerger, perda de apetite, febre, resfriado.

Origem
Norte da Europa e Ásia, preferindo lugares frios e úmidos perto de rios e pântanos. Atualmente seu cultivo é muito expandido.

Nome em outros idiomas [3]

  • Inglês: angelica, archangel, european angelica, garden angelica, masterwort, root of the holy ghost, wild celery, wild parsnip
  • Alemão: engelwurz, arznei-engelwurz, echte engelwurz, erz-engelwurz
  • Francês: angélique, angélique vraie, archangélique
  • Italiano: arcangelica
  • Espanhol: angélica, hierba del Epiritu Santo

Descrição
Erva perene, caule glabro ligeiramente avermelhado, com estrias lineares, atinge de 0,5 a 1 m de altura. Folhas inferiores tripinadas sendo as superiores pinadas; afiladas ou ovais, denteadas de 3 a 11 cm de comprimento. Inflorescência formada por 10 a 14 umbelas, com 12 a 36 flores por umbela. Flores brancas com 5 pétalas. 

Uso popular e medicinal [2,4]
Angélica tem uma longa história de uso popular como erva medicinal, em particular para o tratamento de distúrbios digestivos e problemas com a circulação sanguínea. A raiz é a parte mais ativa medicinalmente, deve ser colhida no outono de seu primeiro ano de crescimento, cortada longitudinalmente se necessário e seca rapidamente. Se bem armazenada, a raiz conserva as suas propriedades medicinais por longo tempo. 

As folhas e sementes também podem ser utilizadas. As folhas são colhidas e secas no final da primavera, antes do florescimento. 

Uma infusão é usado para aliviar a flatulência, indigestão, bronquite crônica e tifo. Ela estimula o fluxo sanguíneo para as partes periféricas do corpo e por isso é de valor no tratamento de má circulação.

Indicada em tratamento da doença de Buerger (Tromboangeite obliterante), que estreita as artérias das mãos e dos pés, é uma doença vascular inflamatória oclusiva, envolve artérias e veias de pequeno e médio calibre, em geral nas porções distais dos membros inferiores e superiores. Atinge mais homens, tendo forte relação com tabagismo

A Comissão E Monografias da Alemanha aprova o fruto da Angelica archangelica para febres e resfriados, infecções do trato urinário, queixas dispépticas e perda de apetite. Não há riscos para a saúde ou efeitos colaterais se a administração for em doses terapêuticas. Evite banhos de sol e radiação UV intensa durante o tratamento.

Outros usos [2]
O óleo essencial obtido da raiz e das sementes é utilizada em perfumaria e como condimento alimentar. O óleo das sementes tem um aroma almiscarado e é frequentemente usado na aromatização de licores. A raiz seca contém óleo essencial de 0,35%, a semente cerca de 1,3%. Os rendimentos de óleo essencial varia de acordo com a localização, as plantas que crescem em altitudes mais elevadas têm rendimentos mais elevados com melhor aroma.

 Contraindicação
Angélica é contraindicada a pessoas com tendência a diabetes, pois sua utilização pode aumentar os níveis de açúcar na urina. Esta planta não deve ser prescrita para mulheres grávidas, nem o suco deve entrar em contato com os olhos.

Todos os membros deste gênero contêm furocumarínicos, que aumentam a sensibilidade da pele à luz solar e pode causar dermatite.

Interações com medicamentos [1]

  • Antiarrítmicos. Resultado: o fitoterápico possui efeito quinidine-like, podendo interferir no controle dos fármacos antiarrítmicos. 
  • Aspirina (antiinflamatório não-esteróide). Resultado: o fitoterápico contém substâncias semelhantes aos cumarínicos, elevando o risco de sangramento. 
  • Lítio (estabilizador do humor). Resultado: o efeito diurético do fitoterápico promove aumento da concentração plasmática do fármaco, com possibilidade de intoxicação.
  • Piroxicam (antiinflamatório não-esteróide). Resultado: alcalóides presentes no fitoterápico potencializam o efeito de fotossensibilização do medicamento.
  • Varfarina (anticoagulante oral cumarínico). Resultado: o fitoterápico potencializa o efeito da varfarina, com aumento do International Normalized Ratio (INR) e do risco de sangramento.

 Referências

  1. SALVI, R.M.; HEUSER E. D. Interações medicamentos x fitoterápicos: em busca de uma prescrição racional. EDIPUCRS, Porto Alegre (RS). 2008.
  2. Plants for a Future: Angelica archangelica - Acesso em 17 dezembro 2014
  3. Henriette's Herbal Homepage: Angelica archangelica - Acesso em 17 dezembro 2014
  4. Wikipedia: Tromboangeite obliterante - Acesso em 17 dezembro 2014
  5. The Plant List: Angelica archangelica - Acesso em 17 dezembro 2014

GOOGLE IMAGES de Angelica archangelica - Acesso em 17 dezembro 2014

Galeria: