Amescla

Nome científico: 
Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand
Sinonímia científica: 
Protium heptaphyllum var. surinamense (Miq.) Swart
Família: 
Burseraceae
Partes usadas: 
Resina extraída da casca.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleo essencial constituído de triterpenos tetracíclicos (ácidos elemadienólico e elemadienônico, pentacíclicos alfa e beta amirinas, maniladiol, breina e outros).
Propriedade terapêutica: 
Anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante, estimulante, expectorante.
Indicação terapêutica: 
Obstrução das vias respiratórias, bronquite, tosse, dor de cabeça.

Origem
Árvore nativa do Brasil, tem ampla distribuição da Amazônia até o estado da Bahia. Comum na mata atlântica. 

Descrição
Espécie árborea, atinge em média 18 m de altura, tronco espesso de 50 a 60 cm de diâmetro na base, de casca vermelha escura de onde é exsudada a resina conhecida na Amazônia por "elemi". 

Tem flores brancas, verde, amarelas ou rosadas. O fruto é uma drupa resinosa, frutifica em janeiro e fevereiro quando também ocorre exsudação da resina em maior quantidade. Muito procurada pelas abelhas para coleta de pólen e néctar na época de floração que ocorre em setembro e outubro. 

Multiplica-se por sementes.

Uso popular e medicinal
A resina, oleoso e amorfa, é utilizada na medicina popular como anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante e estimulante. Indicado nas obstruções das vias respiratórias, bronquite, tosse e dor de cabeça. O produto é extraído por incisões na casca da árvore (similar à extração do látex da seringueira) das quais emana um líquido de elevada porcentagem de óleo essencial constituído de triterpenos tetracíclicos (ácidos elemadienólico e elemadienônico, pentacíclicos alfa e beta amirinas, maniladiol, breina e outros).

De acordo com a literatura, indicações terapêuticas como cicatrizante e expectorante e ações antiulcerogênica e anti-inflamatória são comprovadas.

Outros usos
A resina é utilizada na fabricação de vernizes, tintas, na calafetagem de embarcações, em cosméticos e em repelentes de insetos. A madeira é moderadamente pesada, fácil de trabalhar, por isso é utilizada na marcenaria, carpintaria, caixotaria e construção em geral. É ótima para carvão e adequada para reflorestamento de áreas degradadas, paisagismo, cercas vivas e sombreamento de melíponários. 

Em algumas regiões do Estado da Bahia, meliponicultores utilizam a resina como calmante de enxame de abelha uruçu (M. scutellaris). 

 Colaboração

  • Maura Ângela da Cruz, Coxim (MS), 2015.

 Referências

  1. Química Nova: Resina de Protium heptaphyllum, isolamento, caracterização estrutural e avaliação das propriedades térmicas - Acesso em 5 de julho de 2015
  2. Amazon Oil Industry: Resina breu-branco - Acesso em 5 de julho de 2015
  3. Associação Paulista de Apicultores, Criadores de Abelhas Melíficas Européias (APACAME): A utilização da resina de amescla no manejo da abelha uruçu - Acesso em 5 de julho de 2015
  4. Imagem: Licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 License - Acesso em 5 de julho de 2015
  5. The Plant List: Protium heptaphyllum - Acesso em 5 de julho de 2015

GOOGLE IMAGES de Protium heptaphyllum - Acesso em 5 de julho de 2015

Galeria: