Íris

Nome científico: 
Iris X germanica L.
Sinonímia científica: 
Iris × florentina L.
Família: 
Iridaceae
Partes usadas: 
Rizomas, folhas, raízes.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Rica em metabólitos secundários (flavonoides, triterpenos, enzeno e derivados de benzoquinonas). As folhas contêm ácido ascórbico e vitaminas. Compostos irigenina S e iriside A (isolado dos rizomas).
Propriedade terapêutica: 
Diurética, emética, expectorante, purgativa, piscicida, antineoplásica, antioxidante, antitumoral, antiplasmódio, moluscicida, antituberculose, ativação da atividade da proteína kinase C.
Indicação terapêutica: 
Doenças do fígado e baço, redução de colesterol e triglicerídeos, tratamento de hidropisia, câncer, inflamação, infecções virais e bacterianas.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: bearded iris, purple flag, german iris, tall bearded german iris

Origem
Nativa da Europa Central e Sul.

Descrição [3]
Planta herbácea rizomatosa perene, possui folhas longas, laminares e inflorescências terminais, ramificadas com duas flores em cores variadas, muito utilizadas em paisagismo. Dos rizomas são extraídos extrato etanólico utilizado pela farmacologia e medicina para tratar doenças do fígado, baço e redução de colesterol e triglicerídeos. A indústria de perfume e cosmético utiliza a planta para a obtenção do cheiro de violeta.

Uso popular e medicinal
A raiz é diurética, emética (provoca vômito), expectorante e levemente laxante. Existe relato de que o suco da raiz fresca é eficiente no tratamento de hidropisia (retenção de líquido no tecido celular). No passado partes da raiz seca eram dadas aos bebês para mastigarem, costume que não seguiu adiante por razões de higiene. As raízes eram desenterradas e secas 2 ou 3 anos após a floração [2].

Novos compostos de importância medicinal têm sido identificados para tratamento de câncer, inflamação, infecções virais e bacterianas. Apresentam propriedades piscicida (venenosa para peixe), antineoplásica, antioxidante,  antitumoral, antiplasmódio, moluscicida e antituberculose, além da ativação da atividade da proteína kinase C.

As folhas são uma rica fonte de ácido ascórbico e vitaminas.

O extrato aquoso de Iris germanica diminui a atividade da musculatura lisa "in vivo", estimula a respiração e apresenta atividade anti-serotonina central. Também induz uma hipotensão transitória acompanhada por um efeito inotrópico negativo.

A decocção da raiz da planta tem sido utilizada como antiespasmódico, anti-inflamatória, emenagoga, estimulante, diurética, aperiente e potente catártico (eliminador de fezes).

Iris germanica é considerada rica fonte de metabólitos secundários tais como flavonoides, triterpenos, enzeno e derivados de benzoquinonas.

Um trabalho recente (2014) relata o isolamento e caracterização de dois novos compostos: irigenina S e iriside A, isolados dos rizomas de I. germanica L., espécie que ocorre no Egito. O extrato metanólico (MIG) e os flavonoides isolados exibiram efeitos anti-inflamatórios potentes e atividade semelhante à da dexametasona. O MIG mostrou maior efeito antimicrobial contra bactérias S. aureus, S. marcescens, E. coli; e fungos C. albicans e A. flavus [1].

Outros usos [2]
A raiz é fonte de um pó branco com perfume de violeta. É obtido pela moagem de raiz seca, sendo muito usado como fixador em perfumaria, em pot-pourri (mistura de ervas), como ingrediente de cremes dentais para refrescar o hálito e como condimento alimentar. A raiz pode levar vários anos para secar e desenvolver plenamente sua fragrância. Quando fresca tem um sabor acre e sem cheiro. 

Um óleo essencial é obtido da raiz fresca com as mesmas aplicações que a raiz. O suco da raiz é muitas vezes usado como cosmético e para remover sardas da pele.

Corantes escuros são obtidos da raiz e tonalidade azul da flor.

As sementes são utilizadas em contas de rosário e miçangas.

Cuidado
As folhas e especialmente os rizomas contêm uma substância resinosa irritante chamada irisina. Se ingerida pode causar graves distúrbios gástricos. A planta pode causar irritações de pele e alergias em algumas pessoas.

Referências

  1. Molecules (Open Access Organic Chemistry Journal, 2012): New constituents from the rhizomes of Egyptian Iris germanica - Acesso em 3 de dezembro 2014
  2. Plants for a Future: Iris germanica - Acesso em 3 de dezembro de 2014
  3. ResearchGate (2012): Crescimento e sintomas de deficiência nutricional em Iris germanica decorrentes da omissão de macronutrientes - Acesso em 4 de dezembro de 2016
  4. Orris Root Powder: Iris pallida - Acesso em 3 de dezembro de 2014
  5. Imagem: Commons Wikimedia (Author: AfroBrazilian); Queensland Government (Author: Sheldon Navie) - Acesso em 3 de dezembro de 2014
  6. The Plant List: Iris X germanica - Acesso em 3 de dezembro de 2014

GOOGLE IMAGES de Iris germanica - Acesso em 3 de dezembro de 2014

Galeria: